Destaque na revista Fortune, uma das grandes empresas de consultoria e auditoria do mundo (Big Four) [1] foi recentemente pega em dois países utilizando inteligência artificial de forma inadequada em relatórios governamentais milionários. No Canadá, um estudo de 1,6 milhão de dólares sobre saúde pública continha citações acadêmicas fabricadas e pesquisadores listados em papers que nunca existiram. Na Austrália, um relatório de 290 mil dólares apresentou alucinações de IA, incluindo referências a pesquisas inexistentes. A consultoria admitiu o uso de IA generativa e precisou reembolsar parcialmente o governo australiano.
O episódio ilustra um risco não mais futuro ou de uma conformidade teórica: organizações que não conseguem demonstrar controles adequados sobre uso de IA enfrentam consequências comerciais imediatas.
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