A obsessão pela redução de custos via inteligência artificial ignora princípios econômicos básicos e empurra escritórios para uma crise de valor. O futuro pertence a quem usa a tecnologia para sofisticar a entrega, não para massificá-la.
A advocacia vive, talvez, o seu momento de maior dissonância cognitiva. De um lado, há um entusiasmo febril com a promessa da inteligência artificial (IA) generativa, vendida em seminários e boardrooms como a panaceia para a ineficiência histórica do setor.
Do outro, uma realidade operacional que começa a cobrar o preço de estratégias mal desenhadas. A tese predominante de que a tecnologia deve servir primariamente para escalar a produção e reduzir custos operacionais — o mantra do “fazer mais com menos” — não é apenas uma simplificação perigosa; é um erro econômico que pode corroer a rentabilidade de longo prazo das bancas e departamentos jurídicos.
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