Para um povo que durante o período das grandes navegações desbravou mares desconhecidos, tão bem retratadas no poema “Mar Português” de Fernando Pessoa, um novo desafio – talvez menos épico – se apresenta para ser vencido – adesão às tecnologias de IA. Caminhando nesse sentido, Portugal, no começo do ano, criou a ANIA – Agenda Nacional de Inteligência Artificial e o respectivo plano de ação para o período de 2026-2030 por meio da resolução do Conselho de Ministros 2/261, posicionando-se de forma estratégica no cenário europeu diante das tecnologias de IA e criando oportunidades para colaborações internacionais e acumulação de conhecimento tecnológico de ponta, em um país onde apenas 9,4% das PME utilizam tecnologias de IA e 11% dos profissionais tem competências avançadas no setor. No próprio texto de criação da ANIA, figura que “A IA – inteligência artificial representa uma oportunidade histórica para Portugal acelerar o crescimento econômico, reformar o Estado e aumentar a produtividade, hoje limitada a 75 % da média europeia”.
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