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Pró-Ética 2025–2026: a nova metodologia para avaliação de Programas de Compliance no Brasil

Pró-Ética 2025–2026: a nova metodologia para avaliação de Programas de Compliance no Brasil

O Programa Empresa Pró-Ética, da CGU, sempre foi um dos principais instrumentos de incentivo à integridade corporativa no Brasil.

Agora, a edição 2025–2026 marca um salto de maturidade na forma como os Programas de Compliance são avaliados, aproximando-se de padrões internacionais e das melhores práticas consolidadas em normas como a ISO 37301 e orientações da OCDE.

A grande mudança

Antes, o foco estava na existência de estruturas formais. Agora, o Pró-Ética exige evidências reais de efetividade.

Na prática, o que conta é: governança, integração estratégica e aplicação concreta do programa.

O que passa a ser exigido?

• evidências documentais
• coerência entre políticas, processos e resultados
• comprovação da aplicação prática das medidas

Na área I – Comprometimento da Alta Direção – o papel da Alta Direção foi aprofundado. Não basta apoiar: é preciso atuar de forma efetiva.

Agora, a exige a comprovação de que a Alta Direção participa de comitês de ética, avalia relatórios quantitativos e qualitativos, condiciona remuneração variável a indicadores de integridade e possui capacitação específica em compliance, discriminação, assédio e temas ESG.

Na área II – Instância Interna Responsável pelo Programa, o novo modelo avalia:

• Atuação direta ou supervisão das averiguações internas;

• Quantitativo de profissionais proporcional aos riscos;

• Orçamento próprio aprovado previamente;

• Garantias formais de autonomia e reporte direto à Alta Direção;

• Independência estrutural da área de Compliance

Observa-se que a inteligência artificial começa a ser debatida na visão da CGU.

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Na área III – Gestão de Riscos para a Integridade reforça o papel da matriz de riscos como um documento essencial, exigindo-se:

  • Metodologia formal;
  • Periodicidade definida;
  • Aprovação pela Alta Direção;
  • Participação ativa da área de Compliance;
  • Tratamento dos riscos, com responsáveis, planos de ação e contingências.

O Pró-Ética  passa a ampliar o olhar para os riscos ambientais, climáticos e de direitos humanos.

Integração com ESG e cultura organizacional

Temas como Assédio, discriminação, meio ambiente, mudanças climáticas e transparência socioambiental agora impactam diretamente a avaliação do programa.

Integridade não é só anticorrupção.

O novo Manual de Pontuações e Regras de Redistribuição também apresenta novidades:

  • Redistribuição automática de pontos quando itens não se aplicam ao perfil da empresa;
  • Avaliação proporcional e contextualizada;
  • Redução de distorções entre empresas de portes e modelos distintos.

Com critérios mais sofisticados e avaliação proporcional, o Pró-Ética se consolida como referencial técnico de maturidade em integridade corporativa no Brasil.

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