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	<title>Arquivos ações consumeristas - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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	<title>Arquivos ações consumeristas - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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		<title>Fracionamento abusivo nas ações consumeristas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ariene Alves Leite Pereira Moreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jun 2025 14:10:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[ações consumeristas]]></category>
		<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
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		<category><![CDATA[Processo Civil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um ataque silencioso à Justiça brasileira formado por múltiplas ações individuais A Justiça brasileira convive com múltiplas mazelas. São filas processuais intermináveis, estruturas sobrecarregadas e um esforço hercúleo para garantir acesso igualitário ao Judiciário. Em meio a esse cenário, emerge uma prática sorrateira, mas profundamente danosa: o fracionamento abusivo de demandas. Com frequência crescente nas [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um ataque silencioso à Justiça brasileira formado por múltiplas ações individuais</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Justiça brasileira convive com múltiplas mazelas. São filas processuais intermináveis, estruturas sobrecarregadas e um esforço hercúleo para garantir acesso igualitário ao Judiciário. Em meio a esse cenário, emerge uma prática sorrateira, mas profundamente danosa: o fracionamento abusivo de demandas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com frequência crescente nas ações de consumo, tal expediente transforma o sistema judicial em um campo minado, onde o litígio é artificialmente multiplicado para alcançar objetivos nem sempre legítimos. É preciso denunciar, criticar e, sobretudo, agir com firmeza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lógica do fracionamento é perversa. Trata-se da prática pela qual autores, muitas vezes orientados por seus advogados, ajuízam múltiplas ações individuais — uma para cada membro da mesma família, por exemplo, ou até mesmo ações diversas para cada suposto problema — ainda que os fatos, fundamentos e pedidos sejam idênticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns exemplos são observados em ações promovidas contra empresas de telecomunicação, fornecimento de energia, empresas aéreas, instituições financeiras e instituições de pagamentos: um problema único gera cinco ou seis ações distintas, com diferenças apenas nominais nos autores. O resultado? O Judiciário se vê obrigado a julgar seis vezes o mesmo caso, possivelmente em varas diferentes, com riscos de decisões conflitantes, dilapidação da coerência jurisprudencial e um claro desperdício de recursos públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais que uma disfunção processual, o fracionamento abusivo é um atentado à boa-fé objetiva que deve reger o processo civil. A Constituição Federal assegura o acesso à Justiça como direito fundamental, mas jamais conferiu às partes a liberdade de manipular o sistema em benefício próprio.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>LEIA MAIS: </strong><a href="https://lbca.online/beneficios-trabalhistas-na-reforma-tributaria/">Benefícios trabalhistas na reforma tributária </a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A tática de fracionamento visa, na prática, burlar os mecanismos de prevenção — isto é, evitar que um único juízo concentre as ações relacionadas — e, não raro, busca vantagens patrimoniais indevidas, como a multiplicação de indenizações e honorários advocatícios. A conta, como sempre, recai sobre o erário e sobre os demais jurisdicionados, que veem seus processos atrasados por conta de litígios artificialmente inflados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, a recente Nota Técnica CIJDF 15/2025, aprovada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), representa um divisor de águas. O documento reconhece expressamente o fracionamento abusivo como prática atentatória à dignidade da justiça e recomenda providências incisivas: desde a reunião dos processos no juízo prevento até a aplicação de penalidades por litigância de má-fé.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reforça-se, assim, que o Judiciário não pode ser complacente com distorções éticas que transformam o processo em instrumento de oportunismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crítica deve, contudo, ir além do plano normativo. É preciso refletir sobre o papel dos advogados nesse cenário. O Estatuto da Advocacia exige conduta ética e lealdade à Justiça. Ao aconselhar ou promover o fracionamento abusivo, o profissional viola não apenas preceitos legais, mas compromissos morais com a ordem jurídica e com a própria credibilidade da profissão. A banalização do litígio, quando convertida em estratégia massiva, deslegitima o processo e transforma a Justiça em indústria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda outro aspecto preocupante: a instrumentalização das cortes superiores. Diante da proliferação de ações idênticas, aumenta-se a estatística de recorribilidade e artificializa-se a demanda por precedentes vinculantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso impõe uma carga desnecessária ao STJ e ao STF, que se veem compelidos a lidar com questões que, em tese, deveriam ter resolução célere nas instâncias ordinárias. O tempo e o esforço consumidos com demandas repetitivas impedem a adequada apreciação de controvérsias verdadeiramente complexas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para combater essa distorção, é urgente um movimento coordenado. Os magistrados devem estar atentos aos sinais do fracionamento — a identidade de fatos, pedidos e partes — e agir com coragem para coibir a prática. O uso de ferramentas tecnológicas, como inteligência artificial e bancos de dados compartilhados, pode auxiliar na identificação de padrões suspeitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, os tribunais precisam fomentar a jurisprudência dissuasória, com decisões exemplares que reconheçam a má-fé e apliquem sanções proporcionais, inclusive com repercussões na esfera ética-profissional dos advogados.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>VEJA TAMBÉM:</strong> <a href="https://lbca.online/peticoes-visuais-o-equilibrio-entre-conteudo-formato-e-inovacao/">Petições visuais: o equilíbrio entre conteúdo, formato e inovação </a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, é essencial investir em educação jurídica. Muitos dos autores dessas ações sequer compreendem que estão sendo instrumentalizados em um jogo de estratégias processuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atuação dos órgãos de proteção ao consumidor, das Defensorias Públicas e dos Procons deve ser orientada não apenas para a defesa de direitos, mas também para a promoção de práticas processuais legítimas e socialmente responsáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se trata, evidentemente, de cercear o acesso à Justiça. Toda violação a direitos deve encontrar resposta no Judiciário. Mas é fundamental que essa resposta se dê de forma íntegra, eficaz e dentro dos parâmetros éticos que sustentam o Estado Democrático de Direito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo não pode ser um palco de espertezas, nem uma máquina de rentabilidade artificial. O Judiciário é instituição pública, não ferramenta de acumulação indevida de lucros ou de manipulação estatística.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclui-se, assim, que o fracionamento abusivo de demandas representa uma das mais insidiosas formas de deslegitimação do processo civil contemporâneo. Ele fere os princípios da economia processual, da boa-fé e da isonomia, desvirtua o papel da advocacia e compromete a confiança no sistema de justiça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É tempo de reagir. A Nota Técnica do TJDFT é um chamado à responsabilidade — e deve ecoar em todos os fóruns, tribunais e escritórios do país. Justiça não pode ser fragmentada em parcelas de oportunismo. Justiça, para ser plena, precisa ser íntegra.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">Ronaldo Cavalcanti de Albuquerque &#8211; Advogado sócio da LBCA, mestrando em Direito pela Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), MBA de Gestão e Business Law pela FGV, pós-graduação em Direito Civil e Processo Civil</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Quais os limites da responsabilidade entre fabricantes e as assistências técnicas autorizadas?</title>
		<link>https://lbca.online/quais-os-limites-da-responsabilidade-entre-fabricantes-e-as-tecnicas-autorizadas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Macedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 May 2023 13:36:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[ações consumeristas]]></category>
		<category><![CDATA[Código de Defesa do Consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[garantia contratual]]></category>
		<category><![CDATA[ilegitimidade passiva da assistência]]></category>
		<category><![CDATA[prestação de serviços de reparo do produto]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade entre fabricantes e as técnicas autorizadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cabe aos fabricantes e fornecedores tomarem as cautelas necessárias para deixar bem evidente essas excludentes, facilitando assim as suas defesas.</p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/quais-os-limites-da-responsabilidade-entre-fabricantes-e-as-tecnicas-autorizadas/">Quais os limites da responsabilidade entre fabricantes e as assistências técnicas autorizadas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O Código de Defesa do Consumidor dispõe em seu art. 3º, que o fornecedor é a pessoa que desenvolve atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ajuizamento de ações consumeristas que envolvem vício de produto, é muito comum que sejam incluídas no polo passivo tanto o comerciante quanto o fabricante e em algumas raras oportunidades a assistência técnica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o rol do art. 3º, quem seria a assistência técnica nesta cadeia?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A assistência técnica nada mais é do que a pessoa que realiza a prestação de serviços de reparo do produto, devendo sanar o vício no prazo de até 30 dias, conforme dispõe o artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor.1</span></p>
<hr />
<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://lbca.online/responsabilidade-pelo-vazamento-de-dados-pessoais-em-assistencia-tecnica/" target="_blank" rel="noopener">Responsabilidade pelo vazamento de dados pessoais em assistência técnica</a></strong></p>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos concluir que a assistência técnica autorizada é uma empresa terceirizada que age à mando do fornecedor ou fabricante, durante a cobertura da garantia contratual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma ação consumerista que envolve vício de produto não sanado pela assistência técnica dentro do prazo de 30 dias, seria cabível a condenação solidária da assistência técnica e da fabricante?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso a impossibilidade em reparar o produto seja em razão do atraso no fornecimento de peças ou indisponibilidade das mesmas, não pode a assistência técnica ser penalizada, uma vez que resta evidente que essa é uma obrigação do fornecedor ou da fabricante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não são raras as decisões judiciais que reconhecem a ilegitimidade passiva da assistência técnica nas ações consumeristas cujo objeto é vício de produto, senão vejamos:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">AÇÃO INDENIZATÓRIA JULGADA PROCEDENTE EM PARTE. HIPÓTESE EM QUE O APARELHO NOTEBOOK PASSOU A APRESENTAR PROBLEMAS POUCOS MESES APÓS TER SIDO ADQUIRIDO. <strong>RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS INTEGRANTES DA CADEIA DE CONSUMO (FABRICANTE E COMERCIANTE)</strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">CASO CONCRETO INDICANDO QUE A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA OCORREU DE FORMA REGULAR, COM INDICAÇÃO DE QUE OS PROBLEMAS SOMENTE SERIAM SANADOS POR MEIO DE TROCA DO TECLADO, NÃO AUTORIZADA PELA FABRICANTE.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">HIPÓTESE EM QUE O PEDIDO DE INDENIZAÇÃO SE ENCONTRA LASTREADO NO VÍCIO DO PRODUTO, <strong>NÃO HAVENDO IMPUTAÇÃO DE MÁ PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS POR PARTE DA APELANTE. RECONHECIMENTO DA ILEGITIMIDADE PASSIVA DA CORRÉ, PRESTADORA DE SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">PRECEDENTES. </span><span style="font-weight: 400;">SENTENÇA REFORMADA EM PARTE. Recurso de apelação provido. (TJ/SP &#8211; AC: 10286426220208260196 SP 1028642-62.2020.8.26.0196, Relator: Cristina Zucchi, Data de Julgamento: 14/2/22, 34ª Câmara de Direito Privado, Data de Publicação: 14/2/22).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, fica claro que a assistência técnica autorizada não pode ser responsável, tendo em vista que é obrigação da fabricante em disponibilizar peças de reposição no mercado, conforme dispõe o art. 32 :&#8221; <em>Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto</em>&#8220;;</span></p>
<hr />
<p><strong>VEJA MAIS: <a href="https://lbca.online/empresas-correm-risco-pelo-uso-indevido-de-logos-por-assistencias-autorizadas/" target="_blank" rel="noopener">Empresas correm risco pelo uso indevido de logos por assistências autorizadas</a></strong></p>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;">E quanto à qualidade do serviço prestado, pode ser a assistência técnica responsável?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso a falha no atendimento seja exclusiva da assistência técnica, não possuindo relação com alguma obrigação do fabricante, esta pode ser responsabilizada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo dessa situação é quando a assistência técnica é contratada pelo consumidor para realizar atendimento fora da cobertura da garantia contratual fornecida pela fabricante e este fica insatisfeito com o serviço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a assistência técnica pode ser responsabilizada ao falhar no dever de informação, tendo em vista que o CDC determinada em seu art. </span><span style="font-weight: 400;"> 21 a utilização de peças novas e originais</span><i><span style="font-weight: 400;">: </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de qualquer produto considerar-se-á implícita a obrigação do fornecedor de empregar componentes de reposição originais adequados e novos, ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante, salvo, quanto a estes últimos, autorização em contrário do consumidor</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, caso a assistência técnica não informe o consumidor adequadamente sobre a origem das peças utilizadas ou caso estas sejam usadas, ela também pode ser eventualmente responsabilizada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não são raros os casos em que o fabricante é acionado judicialmente em ações que envolvem a má prestação do serviço da assistência técnica, situação essa em que é perfeitamente possível a condenação solidária entre ambos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, de um lado temos o CDC que impõe a responsabilidade solidária entre os envolvidos na cadeia de consumo e de outro temos as excludentes de responsabilidade dessas empresas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cabe aos fabricantes e fornecedores tomarem as cautelas necessárias para deixar bem evidente essas excludentes, facilitando assim as suas defesas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os fabricantes e as assistências técnicas possuem uma relação de parceria, contudo, não são todas as situações em que o fabricante deve arcar com exclusivamente com as condenações judiciais, especialmente se for identificada alguma falha no atendimento da assistência técnica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É muito importante que tanto os fabricantes quanto as assistências técnicas procurem um advogado de confiança para lhe prestar as informações necessárias e, caso sejam acionados, possam se defender adequadamente.</span></p>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;">1 Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com as indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;"> 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">I &#8211; a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">II &#8211; a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">III &#8211; o abatimento proporcional do preço</span></p>
<hr />
<p><strong>Marcio Pereira Mendes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Advogado e sócio da Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA). Formado em Gestão Ambiental pela Universidade Metodista de São Paulo e em Direito pelo Centro Universitário FMU| FIAM-FAAM, especializado em Direito Processual Civil pela Fundação Getúlio Vargas </span><span style="font-weight: 400;">e em Direito Empresarial pela Escola Paulista de Direito.</span></p>
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