<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Acordo de Paris - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
	<atom:link href="https://lbca.online/tag/acordo-de-paris/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link></link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 18 Dec 2024 19:32:25 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://lbca.online/wp-content/uploads/2023/06/favicon-150x150.png</url>
	<title>Arquivos Acordo de Paris - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
	<link></link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O ESG inicia uma fase de resiliência?</title>
		<link>https://lbca.online/o-esg-inicia-uma-fase-de-resiliencia/</link>
					<comments>https://lbca.online/o-esg-inicia-uma-fase-de-resiliencia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ariene Alves Leite Pereira Moreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Dec 2024 19:32:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[EUDR]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Resiliência]]></category>
		<category><![CDATA[Social]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://dev.lbca.online/?p=26539</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em breve a resiliência do ESG entrará em teste diante das mudanças geopolíticas, econômicas, de conformidade legal e do mercado de capitais.</p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/o-esg-inicia-uma-fase-de-resiliencia/">O ESG inicia uma fase de resiliência?</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="https://www.jota.info/tudo-sobre/esg" target="_blank" rel="noopener">ESG</a> (boas práticas ambientais, sociais e de governança) neste final de ano entra em uma fase que podemos denominar de “resiliente” em termos globais e corporativos diante da série de mudanças geopolíticas, econômicas, de conformidade legal e do mercado de capitais.</p>
<p>A <a href="https://www.unpri.org/pri-blog/progressing-responsible-investment-in-toronto-reflections-from-pri-in-person-2024/12823.article" target="_blank" rel="noopener">frase do economista e banqueiro canadense Mark Carney</a>, que ficou famosa, parece se cumprir: “Vocês são a primeira geração de investidores a entender como incluir os riscos climáticos, mas também são a última geração que pode fazer algo para mitigar os riscos climáticos”. O comentário contém os ditames para impulsionar ou impor limitações ao ESG.</p>
<p>O conceito de resiliência é polissêmico. No dicionário, o significado está ligado à capacidade de um corpo retornar à sua forma original depois de um stress/deformação.</p>
<p>Cientificamente, a resiliência pode ser considerada um conceito de “fronteira”, ao oferecer grande flexibilidade de interpretação e permitir compartilhar diversos entendimentos entre diferentes comunidades epistemológicas; assim como pode ser entendida como um conceito “ponte”, isto é, permite estabelecer entendimento entre diferentes práticas de pesquisas transdisciplinares.</p>
<p>Em suma, é considerada por vários teóricos como um conceito que se assemelha a uma ferramenta que permite viabilizar diferentes trajetórias diante de incertezas, por isso mesmo cabe ao ESG como luva neste momento.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>LEIA MAIS: <a href="https://lbca.online/esg-e-ods-18-impulsionam-a-equidade-etnico-racial/" target="_blank" rel="noopener">ESG e ODS-18 impulsionam a equidade étnico-racial</a></strong></p>
<p>No plano global, sem entrar no julgamento de mérito que envolve a questão, o ESG sofre um revés com o adiamento por um ano da aplicação da regulamentação ambiciosa do EUDR (Regulamento de Desmatamento da União Europeia) pela Comissão Europeia, de 30 de dezembro de 2024 para 30 de dezembro de 2025.</p>
<p>O adiamento ocorreu após reclamação de inúmeros países – inclusive o Brasil – de que seria impossível para as empresas cumprirem os requisitos de due diligence na cadeia de suprimentos de sete commodities (carne bovina, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja e madeira), especialmente quanto à verificação de rastreamento da produção para verificar se está livre de desmatamento e em conformidade com a legislação do país de origem.</p>
<p>O EUDR surgiu para assegurar que produtos comercializados na União Europeia, que chegam à casa e à mesa dos europeus, não sejam provenientes de áreas desmatadas, sinalizando uma forma prática de combate às mudanças climáticas.</p>
<p>O Parlamento Europeu também propôs categorias de países, na escala de risco zero, baixo, padrão e alto. Esse <em>benchmarking</em> do ranking de países ainda deve ser concluído até junho de 2025 e o Brasil dificilmente obterá classificação favorável. Quanto mais baixo o perfil de risco, mais simplificada será a due diligence e certificações necessárias para satisfazer o EUDR.</p>
<p>Um exportador para a União Europeia somente seria considerado originário de país sem risco na esfera do EUDR em três casos: quando o desenvolvimento da área de floresta estiver estável ou não apresentar aumento comparativamente a 1990; se o país do exportador tiver assinado o Acordo de Paris e convenções internacionais sobre direitos humanos e prevenção do desmatamento (não especificadas) e se as regulamentações contra desmatamento e conservação  são aplicadas e monitoradas nacionalmente.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA TAMBÉM: <a href="https://lbca.online/qual-o-nivel-de-resiliencia-do-esg/" target="_blank" rel="noopener">Qual o nível de resiliência do ESG?</a></strong></p>
<p>A União Europeia divulgou <a href="https://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/?uri=CELEX%3A52024XC06789" target="_blank" rel="noopener">FAQs (perguntas e respostas mais frequentes) e o Guidance Document</a>, com conceitos-chave que vem auxiliando os exportadores a tirar dúvidas sobre definições e execução do EUDR.</p>
<p>As empresas vinham criticando que a lei antidesmatamento não trazia detalhamento sobre os KPIs (indicadores-chave de desempenho), além de estabilidade e crescimento de áreas florestais, dentre outros temas. O prazo ampliado da EUDR permitirá às companhias ganhar tempo para viabilizar a rastreabilidade, com coordenadas de GPS, de suas cadeias de suprimentos.</p>
<p>Na esfera norte-americana, o impacto que o governo do presidente eleito Donald Trump terá sobre o ESG ainda não pode ser mensurado. Porém, há quatro pontos com possibilidades de possíveis retrocessos. Inicialmente, há forte expectativa de desaceleração da política climática na administração trumpista, que pode levar a uma nova saída dos EUA do Acordo de Paris, como aconteceu na primeira gestão Trump.</p>
<p>Para a <a href="https://www.newyorker.com/news/the-lede/at-cop29-the-sun-sets-on-us-climate-leadership" target="_blank" rel="noopener">jornalista ambientalista Elizabeth Kolbert</a>, nessa segunda oportunidade pode ser pior se os EUA se retirarem também do tratado da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, origem do Acordo de Paris, ratificado pelo Senado dos EUA. Seria uma saída sem volta porque precisaria do apoio de 2/3 daquela Casa legislativa, de maioria republicana, para retornar.</p>
<p>No próximo ano, também pode tomar corpo a ausência dos EUA na mesa de negociações da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será em Belém do Pará, com uma pauta fundamental sobre financiamento e cumprimento das Convenções-Quadro do Clima.</p>
<p>Na COP29, realizada neste ano em Baku (Azerbaijão), foi proposto um financiamento de US$ 300 bilhões para que países menos desenvolvidos consigam responder aos impactos das mudanças climáticas. O montante foi considerado irrisório, pois deveria ser de, no mínimo, US$ 1 trilhão/ano.</p>
<p>Nessa equação, ganha importância a posição de descrédito da administração Trump diante do ESG. As empresas norte-americanas podem sofrer campanhas para reduzir ou encerrar seus programas de Diversidade, Equidade e Inclusão, o que Trump já prometeu fazer no âmbito da administração federal.</p>
<p>Nesse tipo de ofensiva, as regras para divulgação climática da SEC (Securities and Exchange Commision) não devem avançar, embora já estejam sofrendo questionamentos na Justiça, especialmente a chamada regra climática e de divulgações climáticas, que envolve a obrigação de as empresas relatarem emissões de escopo 1 e 2.</p>
<p>A SEC abriu mão da divulgação de Escopo 3. Nos tribunais, as companhias questionam que a SEC excedeu sua autoridade estatutária ao definir regras relacionadas ao clima. Ela estaria limitada a exigir relatórios para informação e proteger os investidores.</p>
<p>Há outros fatores indiretos que servem de contrapeso na balança do ESG norte-americano, como a nomeação de Lee Zeldin para a Agência de Proteção Ambiental americana (EPA). Advogado, parlamentar e ex-candidato derrotado a governador da Nova York em 2022, ele não teria credenciais ambientais ideais. Na verdade, sua missão seria cortar recursos da EPA e impedir restrições à indústria de combustíveis fósseis. Com essa meta, a EPA pode rever as regulamentações ambientais estabelecidas durante a era Biden, consideradas um avanço.</p>
<p>Também se espera que tenha lugar uma “guerra ESG estadual dentro dos Estados Unidos”, onde estados governados por republicanos devem flexibilizar regulamentações ambientais e sociais; enquanto estados liderados por democratas devem ampliar a legislação ESG, como já faz a Califórnia. Para evitar essa polarização, as empresas terão de investir nas comunicações ESG para evitar que sejam mal-interpretadas.</p>
<p>Contudo, as empresas norte-americanas que fazem negócios com a União Europeia não poderão ignorar a Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa (CSRD), que começa a valer no próximo ano, com base no ano fiscal de 2024.</p>
<p>São cerca de 50 mil empresas europeias e 10 mil estrangeiras, com filiais ou subsidiárias com faturamento líquido de US$ 165,3 milhões na UE ou com ações e títulos listados no mercado europeu. A divulgação do relatório é obrigatória e pretende construir um cenário padronizado de riscos, impactos e oportunidades ESG.</p>
<p>No âmbito das corporações, os desafios ESG são inúmeros e há gestores “queimando seus navios”. Há séculos, os grandes conquistadores queimavam seus navios ao chegar a uma terra a ser conquistada, de Agátocles de Siracusa a Hernán Cortés no México, para avisar sua tripulação que não haveria volta possível.</p>
<p>Em muitas corporações, pode haver um aviso inconteste de que a única rota possível é seguir adiante, não há possibilidade de voltar atrás no caso da adoção de estratégias ESG. Como bem diz São Tomás de Aquino, “se a meta principal do capitão fosse preservar o barco, ele o manteria no porto”.</p>
<p>Em meio a uma resiliência presente no cenário ESG no futuro próximo, o Brasil segue sua jornada própria, sendo que o Ministério da Fazenda abriu consulta pública sobre a Taxonomia Sustentável Brasileira na plataforma Participa+Brasil, em duas fases. Na primeira, até 31 de janeiro de 2025, é possível enviar sugestões sobre os critérios metodológicos e indicadores de desempenho para mitigação, impactos ambientais, equidade de gênero, etnia-raça e Monitoramento, Relato e Verificação (MRV). Na segunda fase, de 1 de fevereiro a 31 de março, será possível encaminhar sugestões de limites técnicos, critérios para adaptação às mudanças climáticas e salvaguardas setoriais.</p>
<p>Em paralelo, o grande projeto que o Brasil vem estruturando para estar operacional na COP30 é o Tropical Forest Forever Facility (TFFF), uma espécie de fundo garantidor de crédito, para implantação em escala global. Pretende atrair a adesão de países com florestas tropicais e de grandes investidores para captar recursos ( US$ 125 bilhões) visando manter florestas em pé.</p>
<p>O pagamento a quem mantiver ou recuperar áreas florestais degradadas será feito com base em imagens de satélite, um critério simples e objetivo. As florestas ficam com a diferença entre os rendimentos e o excedente obtido pelo fundo.</p>
<p>Nesse caldo de expectativas e contradições, as reações pró-ESG estão vindo de organizações não governamentais, que também sabem ser resilientes, e atuam em prol de uma transição para uma economia de zero carbono justa e sustentável, que defenda melhores práticas para mitigar os riscos das mudanças climáticas, fomentando o engajamentos de empresas.</p>
<p>Isso passa pela elaboração de planos de transição climática com metas e práticas, divulgadas publicamente, planejamento estratégico e sustentabilidade integrada aos negócios. Tudo isso irá ajudar a moldar o futuro do ESG, como sendo mais ou menos resiliente.</p>
<hr />
<p class="sc-kAkpmW QkiZI">Yun Ki Lee</p>
<p class="sc-gFVvzn jLjRLZ" role="description">Sócio da Lee, Brock, Camargo Advogados. Doutorando em Direito Internacional Privado pela USP, mestre em Direito Econômico pela PUC-SP e professor de pós-graduação em Direito</p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/o-esg-inicia-uma-fase-de-resiliencia/">O ESG inicia uma fase de resiliência?</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://lbca.online/o-esg-inicia-uma-fase-de-resiliencia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como evitar riscos no mercado de carbono</title>
		<link>https://lbca.online/como-evitar-riscos-no-mercado-de-carbono/</link>
					<comments>https://lbca.online/como-evitar-riscos-no-mercado-de-carbono/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ariene Alves Leite Pereira Moreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Mar 2024 13:57:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[CO2]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[gee]]></category>
		<category><![CDATA[greenwashing]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[práticas ESG]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://dev.lbca.online/?p=23496</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há expectativas de crescimento do mercado voluntário de compensação de carbono, cerca de US$ 100 bilhões até 2030 segundo a Morgan Stanley.</p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/como-evitar-riscos-no-mercado-de-carbono/">Como evitar riscos no mercado de carbono</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>À medida que vai diminuindo o prazo para as empresas atingirem suas metas de redução das Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), aumentam as pressões, seja dos impactos ambientais de suas operações, de novas legislações ou das partes interessadas (stakeholders). Este quadro de urgência climática vem incrementando a demanda pelo mercado de créditos de carbono regulado ou voluntário para ajudar o mundo corporativo a cumprir seu papel no combate às alterações do clima e descarbonizar seus negócios.</p>
<p>Para atingir a remoção global de 50% de CO2 até 2030 e a neutralidade de carbono até 2050 e manter a temperatura planetária no patamar de até 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais, conforme estipulado pelo Acordo de Paris, as empresas &#8211; além de monitorar e reportar suas emissões &#8211; precisam lançar mão de projetos de compensação envolvendo créditos de carbono, considerados uma ferramenta estratégica nesse processo.</p>
<p>Assim sendo, as expectativas de crescimento do mercado voluntário de compensação de carbono são grandes: cerca de US$ 100 bilhões até 2030 e de US$250 bilhões até 2050, segundo a Morgan Stanley Research.</p>
<p>Para não correr riscos associados aos créditos de carbono no mercado voluntario, as empresas devem visar créditos de alta integridade, que decorrem de projetos naturais ou de tecnologias ambientalmente seguras que reduzam efetivamente as emissões de GEE.</p>
<p>Muitos projetos são elegíveis para gerar créditos de carbono, como aqueles voltados à conservação de florestas, restauração de áreas degradadas, redução de desmatamento, agricultura regenerativa, gestão de resíduos, energia renovável, carbono azul (recuperação de ecossistemas costeiros, manguezais, pântanos) etc. Totalizam mais de cem tipos de projetos de sequestro de carbono e mitigação da crise climática.</p>
<p>Dentro das dinâmicas regulatórias, os riscos reputacionais no mercado de carbono estão ligados, em grande parte, aos créditos de carbono sem integridade, de baixa qualidade, que levam as companhias a responderem por greenwashing (afirmações enganosas sobre a sustentabilidade da empresa), uma vez que os projetos não compensam as emissões de GEE. Nestes casos, há compra de créditos, mas não há descarbonização genuína, com potencial de risco reputacional. Uma das gigantes do petróleo norte-americano, por exemplo, foi acusada de greenwashing porque mais de 90% dos créditos de carbono que adquiriu não compensavam suas emissões e ainda prejudicavam as comunidades onde os projetos estavam sendo desenvolvidos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA MAIS: <a href="https://lbca.online/compensacao-de-creditos-de-carbono-dentro-do-esg-corporativo/" target="_blank" rel="noopener">Compensação de créditos de carbono dentro do ESG corporativo</a></strong></p>
<p>Embora não haja diretrizes e regulamentos globais, algumas regras definidas no Acordo de Paris, dentro do “Livro de Regras de Paris”, estabelecem parâmetros para serem levados em conta quando da aquisição de créditos de carbono: estes não podem ser utilizados em duplicata, isto é, negociado com uma empresa e usado pelo país anfitrião na sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC); ter adicionalidade regulatória, ou seja, ir além do cumprimento da lei ambiental; precisam gerar reduções e remoções efetivas de emissões no país anfitrião e ter camadas de supervisão de especialistas e organizações independentes.</p>
<p>A questão da qualidade do crédito de carbono vem evoluindo com a incorporação de metodologias específicas que, dessa forma, asseguram que os créditos de carbono representem reduções reais e mensuráveis de emissões. Tanto que durante a Cúpula do Clima (COP-28), realizada em Dubai em novembro do ano passado, as maiores certificadoras de projetos de geração de créditos de carbono independentes chegaram a consensos para melhorar os padrões e a certificação dos créditos. Adotar uma metodologia vem se apresentando como o caminho mais curto para acabar com a desconfiança e consubstanciar a credibilidade do mercado voluntário de carbono.</p>
<p>No Brasil, o total de emissão de créditos de carbono no mercado voluntário ainda é tímido, estimado em apenas 5 milhões/ano,mas com potencial de atingir grande parte da demanda mundial. A criação de um mercado de carbono regulado, viabilizado pelo PL 2.148/2015, já aprovado na Câmara dos Deputados e em análise do Senado, pode ajudar o país a impulsionar este mercado.</p>
<p>O texto apresenta definições importantes sobre as políticas de redução de Emissões por Desmatamento Evitado e Conservação (REDD+), cria o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) e fixa limites para a emissão de GEE dentro do Plano Nacional de Alocação, pelo qual os maiores emissores podem adquirir créditos de carbono dos que reduzirem abaixo de sua meta e tiverem excedente.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA MAIS: <a href="https://lbca.online/regua-do-esg-sobe-quando-o-assunto-e-alcancar-o-net-zero/" target="_blank" rel="noopener">Régua do ESG sobe quando o assunto é alcançar o Net Zero</a></strong></p>
<p>Cada tonelada de CO2 equivale a um Certificado de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVE). O PL excluiu do mercado regulado de carbono a atividade do agronegócio sob justificativa de “falta de métricas adequadas”, embora o setor tenha grande peso nas emissões brasileiras, juntamente com as florestas.</p>
<p>Embora o mercado de carbono voluntário tenha surgido antes do regulado, ainda não possui estrutura regulatória central e apresenta grandes discrepâncias entre projetos, agências de classificação e certificadoras. Diante de tanta heterogeneidade, um conjunto de melhores práticas pode levar as empresas compradoras a diferenciar o que são créditos de carbono dotados de integridade e os que não são.</p>
<p>O plano de aquisição de créditos de carbono é um processo estruturado e estratégico na jornada climática de toda empresa, devendo evitar possíveis riscos reputacionais e auxiliar o planeta a ser mais sustentável.</p>
<hr />
<p><strong>Bryan Mariath Lopes</strong> é sócio-head do Lee Brock, Camargo Advogados e especialista em mercado de carbono.Pós-graduado em Processo Civil pela Estácio de Sá e Especialista em Propriedade Intelectual pela Word Intellectual Property Organization (WIPO).</p>
<p><strong>Ricardo Freitas Silveira</strong> é sócio-head do Lee, Brock, Camargo Advogados, doutorando no IDP (Instituto Brasileiro de Ensino), mestre em Direito, Justiça e Desenvolvimento pelo IDP e especialista em Negócios Sustentáveis pela Cambridge University.</p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/como-evitar-riscos-no-mercado-de-carbono/">Como evitar riscos no mercado de carbono</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://lbca.online/como-evitar-riscos-no-mercado-de-carbono/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
