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	<title>Arquivos Brett King - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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	<title>Arquivos Brett King - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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		<title>IA e projeções futuristas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Macedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Aug 2022 12:53:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Brett King]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo Humanista]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> Confira neste artigo um debate sobre a ampliação das desigualdades e o início do tecnossocialismo previsto por Brett King. </p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/ia-e-projecoes-futuristas/">IA e projeções futuristas</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A humanidade sempre desejou saber como seria o futuro.</p>
<p>Em 1927, o cineasta alemão Fritz Lang dirigiu o filme &#8220;Metrópolis&#8221;, uma ficção científica que já previa a criação de robôs que substituiriam os humanos no trabalho.</p>
<p>Outros robôs viriam, como o C-3PO, da série Star Wars, dirigido por George Lucas, em 1977, o primeiro filme da franquia. Em 1982,  &#8220;Blade Runner&#8221;, de Ridley Scott, mostrava como os androides, chamados de replicantes, foram criados para realizar trabalhos perigosos.</p>
<p>O filme &#8220;Her&#8221; (Ela),  é mais intrigante porque apresenta um jovem recém divorciado, que  compra um sistema operacional com inteligência artificial que interage com humanos e começa um relacionamento  homem e máquina (Samantha), sendo que &#8220;ela&#8221; começa a apresentar sentimentos conflitantes de ciúme.</p>
<p>Os robôs ou androides não são novidade, segundo Alexander Meirelles1 :&#8221;A Europa do século dezoito foi o palco de surgimento da palavra &#8216;Androide&#8217;, vindo a substituir, ao longo dos séculos seguintes, o uso do termo Autômato para designar seres artificiais orgânicos ou metálicos fabricados para terem o comportamento e a aparência física externa semelhante à dos humanos.</p>
<p>Formado pela junção do grego Andro (Homem) e o sufixo oid (tendo a forma ou semelhança de), &#8216;Androide&#8217; surgiu na Inglaterra na enciclopédia Cyclopædia; or an Universal Dictionary of Arts and Sciences (1728), de Ephraim Chambers (CLUTE &amp; NICHOLLS, 1995, p. 34).&#8221;2 É a tentativa do ser humano copiar o Criador, o homem tentando criar um ser à sua semelhança, isso vêm da idade média, antes mesmo da criação das palavras androide e robô, havia o autômato.3</p>
<p>Na literatura, livros de ficção científica também  projetavam uma visão do futuro. Desde &#8220;1984&#8221;, de George Orwell, lançado em 1949, tornou-se um exemplo clássico dessa busca pelo futuro. Nessa mesma linha temos &#8220;Eu, Robô&#8221;, do escritor russo Issac Asimov e &#8220;Fahrenheit 451&#8221;, um romance de ficção científica, escrito por Ray Bradbury e publicado pela primeira vez em 1953.</p>
<p>Na realidade, as  pesquisas sobre IA se iniciaram no início na Segunda Guerra Mundial e os principais idealizadores foram os cientistas Hebert Simon, Allen Newell, John McCarthy, entre outros, que pretendiam criar um androide que simulasse a vida do ser humano.</p>
<p>No início os estudos sobre IA buscavam apenas uma forma de reproduzir a capacidade humana de pensar, agora, estima-se que a inteligência artificial nas empresas será responsável por um aumento de 40% da produtividade nos próximos quinze anos, sendo assim uma ferramenta indispensável para quem busca um crescimento compatível com o mercado.</p>
<p>Para os governos, a IA deve ser usada para combater à corrupção, aperfeiçoar e tornar mais eficiente as rotinas Fiscais e Jurídicas, otimizar as agências reguladoras e atender a população com rapidez.</p>
<p>Um dos  mais renomados futurista, o australiano Brett King, projeta mudanças na economia em decorrência da amplitude da tecnologia de IA . No livro &#8220;Bank 2.0: How Customer Behavior and Technology Will Change the Future of Financial Services&#8221; (Banco 2.0: como o comportamento do cliente e a tecnologia mudarão o futuro dos serviços financeiros), com três edições  em 2010,2014 e 2018.</p>
<p>Entre outras previsões do impacto da IA no sistema financeiro, afirma que os assistentes de voz terão o papel de consultores financeiros e  &#8221; um quase confidente&#8221;, com quem as pessoas irão compartilhar seus sonhos e apontar a melhor oferta na compra de um imóvel, carro etc. King também  aponta como  serão as instituições bancárias totalmente digitais.</p>
<p>Para o autor australiano, em 2030 existirá um ecossistema híbrido que incluirá gigantes tecnológicos, que estarão ligados por bancos e serão apenas os produtores e a inteligência por trás de determinados serviços disponibilizados por outros fornecedores. Mas as pessoas já não irão ao balcão, à marca, ao site ou ao app do banco para obterem esses serviços, que estarão disponíveis em um ecossistema híbrido, incluindo fintechs e bancos tradicionais.</p>
<p>Depois do sistema bancário, King trata agora de analisar a crise climática em outra obra: &#8220;The Rise of Technosocialism: How Inequality, AI and Climate will Usher in a New World&#8221; (A ascensão do tecnossocialismo: Como Desigualdade, IA e Clima vão Moldar um Novo Mundo). Nesse livro também aborda as perspectivas futuras dos bancos centrais, que na sua opinião precisarão se tornar companhia de tecnologia para realizar a regulação com eficiência em um mundo digital.</p>
<p>Na visão de King, a rejeição parcial à inteligência artificial pode se dar ainda pelo medo da criação de  um novo feudalismo ou  tecnossocialismo . Para ele não se trata de um socialismo clássico, como conceituado por Marx, pelo qual os meios de produção são dominados pelos trabalhadores, mas é o domínio da economia pela tecnologia, que estará ao alcance dos cidadãos, que terão suas necessidades atendidas.</p>
<p>Nesse cenário, o capitalismo, os mercados e as corporações terão novo papel em um novo mundo.</p>
<p>No mesmo livro, King alerta para o caos que as crises climáticas podem desencadear no mundo, como desemprego, fome, catástrofes ambientais e deslocamento das populações.</p>
<p>Para resolver esses problemas futuros, o escritor aposta no uso da inteligência artificial  por parte dos governos para encontrar soluções mitigadoras para a crise climática.</p>
<p>King ressalta, ainda, que o uso da inteligência artificial pode acentuar as desigualdades entre as populações, pois com o uso da IA, à medida que cresce a demanda, haverá mais processos do sistema de produção autônomo. O nível de trabalho  na economia vem se  reduzindo e isso está acontecendo desde os anos 1980 , mas deve se acentuar , ainda mais,  em nível planetário.</p>
<p>Por este motivo há uma alternativa racional como meio de barrar o tecnosocialismo, é a proposta do capitalismo humanista desenvolvido pelo Professor Ricardo Sayeg e Wagner Balera4.</p>
<p>Com base em um direito natural integrado à norma jurídica, buscando criar uma economia humanista, &#8220;<em>no qual os direitos humanos em todas as suas dimensões são reconhecidos e concretizados, em correspondência ao direito objetivo da dignidade da pessoa humana e planetária</em>.&#8221;</p>
<p>Ainda os autores do Capitalismos Humanista apontam &#8220;que as profundas mazelas do capitalismo &#8211; como a exclusão de seres humanos e o esgotamento do planeta &#8211; só serão ultrapassados com a preservação da dignidade da pessoa humana, metassíntese da economia, da política e do direito, que, unidos e com sincronismo, devem implicar a sociedade fraterna&#8221;. (Sayeg, Ricardo e Balera, Wagner. P.30)5</p>
<p>Em outubro de 2020, em plena pandemia do Covid-19 o então prefeito da Cidade São Paulo, Bruno Covas sancionou a Lei 17.481/20 que instituiu a declaração de direitos de liberdade econômica, garantindo livre mercado e a análise de impacto regulatório6.</p>
<p>Foi criado então o índice de bem-estar econômico denominado ICapH, desenvolvido pelo Instituto do Capitalismo Humanista com a participação pelos professores Ricardo Sayeg (HSLAW) e Wagner Balera, o jurista e advogado Yun Ki Lee, em conjunto com o professor Manuel Enriquez Garcia da FEA/USP7, passando a ser considerado de utilidade pública como instrumento orientador de política pública no Município de São Paulo.</p>
<p>Segundo o Instituto do Capitalismo Humanista, o índice ICaph tem como seu principal aspecto a satisfação da população, fator sem dúvida nenhuma que pode trazer benefícios contra a possíveis desigualdades que podem ser criadas devido aos avanços da tecnologia:</p>
<p>&#8220;<em>sob estas premissas, o Índice do Capitalismo Humanista (iCapH), correspondente ao índice de (in)satisfação popular de avaliação qualitativa, ou seja, do &#8220;maior ou menor grau de perfeição&#8221;  na concretização da economia capitalista associada ao bem-estar econômico, </em></p>
<p><em>fundado percepção cognitiva e imagem da economia perante a população, no tocante à concretização da força resultante do conjunto destes doze (12) fatores econômicos e humanistas da ordem constitucional econômica consagradas no Artigo 170, da Constituição Federal.  </em></p>
<p><em>Utilizando os doze (12) fatores da ordem econômica constitucional, no ambiente capitalista literalmente estabelecido na Carta Política brasileira, o iCapH está baseado nos critérios constitucionais, que são objetivos e seguros, quais seja, aqueles fixados pela soberania popular que os constituintes expressaram no pacto social nos termos do Artigo 170, da Constituição Federal</em>.&#8221;8</p>
<p>Estamos diante de uma das maiores ameaças contra a humanidade, se colocadas em mãos erradas ou que se tornem realidade as palavras de Brett, a humanidade pode ver o seu fim, o físico Stephen Hawking afirmou em entrevista que se os cientistas conseguirem atingir a criação de uma IA com equivalência à mente humana ou superior será o fim da raça humana9.</p>
<p>Segundo ele, estamos limitados à evolução biológica, porém, por enquanto, as soluções envolvendo a IA são consideradas fracas e, enquanto isso, a conscientização e o debate para a criação de diretrizes e normas que determinem até onde se pode chegar serão fundamentais, a proposta do Capitalismo Humanista, porém, vai além, é uma proposta estrutural, centrada na dignidade do ser humano, um capitalismo transformador e necessário frente à evolução.</p>
<p>&#8212;</p>
<p>1 Alexander Meireles da Silva é Doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2008), Mestre em Literaturas de Língua Inglesa pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2003), Especialista em Educação a Distância pelo SENAI-RJ (2003), Especialista em Literaturas de Língua Inglesa (2000), Bacharel e Licenciado em Língua Inglesa e Literaturas Correspondentes (1998) pela <a href="http://www.insolitoficcional.uerj.br/a/automato/" target="_blank" rel="noopener">Universidade do Estado do Rio de Janeiro</a>.</p>
<p>2 FRANÇA, Júlio. &#8220;Medo&#8221;. In: REIS, Carlos; ROAS, David; FURTADO, Filipe; GARCÍA, Flavio; FRANÇA, Júlio (Editores). <a href="http://www.insolitoficcional.uerj.br/m/medo/" target="_blank" rel="noopener">Dicionário Digital do Insólito Ficcional</a> (e-DDIF). Rio de Janeiro: Dialogarts. Acessado em 14/08/2022.</p>
<p>3 Ibidem.</p>
<p>4 Sayeg, Ricardo. Balera, Wagner. (Livro digital). O Capitalismo Humanista. Filosofia Humanista de direito econômico. KBR Editora Digital LTDA. 2011.</p>
<p>5 Ibidem.</p>
<p>6 Disponível <a href="https://www.migalhas.com.br/quentes/334322/prefeito-de-sp-sanciona-lei-que-institui-principios-do-capitalismo-humanista" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>7 ibidem</p>
<p>8 Disponível <a href="https://icaph.org.br/indice-cpah/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>9 Disponível <a href="https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/12/141202_hawking_inteligencia_pai" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>&#8212;</p>
<p><strong>Fabio Rivelli</strong> é advogado, sócio do escritório Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA). Master in Business Administration pelo Insper. Mestrando em Direito &#8211; núcleo de Direitos Humanos pela PUC/SP. Especialista em Gestão de Contencioso de Volume pela GVLaw, ranqueado pela Leaders League &#8211; 2021 em Contencioso Trabalhista de Volume, na categoria &#8220;Altamente Recomendado&#8221;. Presidente da Comissão de Inovação da OAB/Guarulhos.</p>
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