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	<title>Arquivos CBS - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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	<title>Arquivos CBS - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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		<title>Planejamento tributário inteligente: como reduzir riscos no novo cenário fiscal?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Adm Sites]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 12:33:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA Informa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para empresas que operam com cadeias complexas, o planejamento tributário pode ser a diferença entre crescimento e perda de competitividade.</p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/planejamento-tributario-inteligente-como-reduzir-riscos-no-novo-cenario-fiscal/">Planejamento tributário inteligente: como reduzir riscos no novo cenário fiscal?</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O tema <strong>planejamento tributário</strong> voltou ao centro das decisões empresariais. Não por acaso. Em um cenário de margens pressionadas, aumento de fiscalização e mudanças estruturais no sistema tributário brasileiro, <strong>organizar a carga de tributos</strong> deixou de ser uma escolha e passou a ser uma necessidade estratégica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para empresas que operam com cadeias complexas, múltiplos fornecedores e contratos de alto valor, o impacto tributário pode representar a diferença entre crescimento sustentável e perda de competitividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo, evidenciamos o que é o planejamento tributário, como a reforma tributária pode alterar a dinâmica e como esse novo sistema pode impactar empresas que atuam no mercado corporativo.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-e-planejamento-tributario"><strong>O que é Planejamento Tributário?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Planejamento tributário é o <strong>conjunto de estratégias legais utilizadas para organizar a atividade empresarial </strong>com o objetivo de reduzir, postergar ou evitar o pagamento indevido de tributos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos simples, trata-se de escolher, dentro das opções previstas na lei, o caminho mais eficiente do ponto de vista fiscal. Importante destacar: planejamento tributário não é sonegação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto a sonegação ocorre quando há omissão de informações ou descumprimento da lei, o planejamento tributário é baseado na legalidade, transparência e conformidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LEIA MAIS:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://lbca.online/reforma-tributaria-principais-impactos-e-cronograma-de-transicao-para-o-iva-dual/" type="post" id="31132" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Reforma Tributária: principais impactos e cronograma de transição para o IVA Dual</a></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-impacto-da-reforma-tributaria"><strong>Impacto da Reforma Tributária </strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A reforma tributária sobre o consumo promove uma transformação profunda no sistema brasileiro. Entre os principais pontos estão:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Substituição de tributos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS serão gradualmente substituídos por novos modelos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>IBS, Imposto sobre Bens e Serviços</li>



<li>CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços</li>



<li>IS, Imposto Seletivo</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Tributação no destino</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A arrecadação passa a ocorrer majoritariamente no local de consumo, e não mais na origem. Isso impacta empresas com atuação interestadual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Não cumulatividade ampla</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo modelo amplia o direito ao crédito tributário, o que exige controle rigoroso de documentos fiscais e cadeia de fornecedores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Período de transição</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A convivência entre o sistema antigo e o novo gera complexidade operacional e risco de erros.<br>Esse novo cenário fiscal impõe desafios significativos. Empresas que não se anteciparem podem enfrentar aumento de custos, falhas na precificação e contingências fiscais.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-adaptar-o-planejamento-tributario"><strong>Como adaptar o planejamento tributário?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em um ambiente de mudanças estruturais, o planejamento tributário inteligente deixa de ser opcional e passa a ser estratégico. Na prática, isso significa que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>As regras de crédito e débito tributário mudam</li>



<li>A estrutura de contratos pode precisar de revisão</li>



<li>A cadeia de fornecedores impacta diretamente o aproveitamento de créditos</li>



<li>A precificação deve considerar a nova carga tributária </li>



<li>A escolha do regime tributário continua sendo decisiva<br></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Uma empresa que não revisa seus contratos de longo prazo durante a transição pode absorver custos tributários não previstos, reduzindo margem de lucro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, outras empresas que realizam uma análise prévia, ajustam cláusulas, reavaliam fornecedores e simulam cenários tributários tendem a sofrer menos com os impactos da Reforma.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-reduzir-riscos-no-novo-cenario-fiscal"><strong>Como reduzir riscos no novo cenário fiscal?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Reduzir riscos no novo cenário fiscal exige organização, tecnologia e visão estratégica. Abaixo, apresentamos um roteiro prático.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Diagnóstico tributário completo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro passo é entender a realidade atual da empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Mapeamento de riscos fiscais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Identifique processos com maior probabilidade de autuação, divergências entre prática e legislação, fragilidades em controles internos e dependência de benefícios fiscais. A reforma pode alterar incentivos e regimes especiais, exigindo reavaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Simulação de cenários</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma prática recomendada é realizar simulações considerando:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Impacto do IBS e da CBS</li>



<li>Revisão da cadeia de fornecimento</li>



<li>Revisão de modelos de contratos</li>



<li>Repercussão na precificação<br></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Essa análise permite decisões baseadas em dados e não em suposições.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Revisão contratual</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contratos com fornecedores e clientes devem prever:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ajustes tributários durante a transição</li>



<li>Cláusulas de reequilíbrio econômico</li>



<li>Definição clara de responsabilidade tributária<br></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Pequenos detalhes contratuais podem gerar grandes impactos financeiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. Investimento em tecnologia e compliance</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo modelo exige maior controle de dados fiscais. Empresas que utilizam ferramentas de gestão, inteligência de dados e monitoramento tributário reduzem significativamente o risco de erros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a cultura de compliance tributário fortalece a governança corporativa e transmite segurança a investidores e parceiros.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-conclusao-estrategia-prevencao-e-visao-de-futuro"><strong>Conclusão: estratégia, prevenção e visão de futuro</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O novo cenário fiscal impõe desafios relevantes, mas também abre espaço para modernização e eficiência. O planejamento tributário inteligente é a principal ferramenta para reduzir riscos na reforma tributária e fortalecer a governança empresarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que adotam postura preventiva, investem em análise técnica e estruturam processos sólidos estarão mais preparadas para enfrentar a transição com segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de um ambiente regulatório em transformação, a pergunta não é se sua empresa será impactada, mas como ela está se preparando para isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Reforma Tributária: principais impactos e cronograma de transição para o IVA Dual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Adm Sites]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 13:07:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA Informa]]></category>
		<category><![CDATA[CBS]]></category>
		<category><![CDATA[icms]]></category>
		<category><![CDATA[IVA]]></category>
		<category><![CDATA[IVA Dual]]></category>
		<category><![CDATA[reforma tributária]]></category>
		<category><![CDATA[tributos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Reforma Tributária entra em uma fase decisiva com a promulgação de Leis Complementares e o avanço da regulamentação do novo modelo de IVA Dual.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Com a promulgação da <strong>Lei Complementar nº 214/2025, </strong>da <strong>Lei Complementar nº 227/2026</strong> e o avanço da regulamentação no último semestre, o sistema tributário brasileiro entra em uma fase decisiva. Preparamos este informe consolidado para auxiliar sua empresa na transição para o modelo de <strong>IVA Dual</strong> (IBS e CBS).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="ember1080">Cronograma de Transição (2026 – 2033)</h2>



<p class="wp-block-paragraph" id="ember1081">O período de convivência entre os sistemas começa agora:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>2026:</strong> Início da fase teste, com o destaque do IVA Dual com alíquotas de <strong>0,1% para o IBS</strong> e <strong>0,9% para a CBS</strong>, sem nenhum tipo de nova cobrança.</li>



<li><strong>2027:</strong> Extinção definitiva do PIS/Cofins e início da vigência da <strong>Contribuição sobre  Bens e Serviços (CBS)</strong>.</li>



<li><strong>2029–2032:</strong> Redução gradual e proporcional do ICMS e do ISS, com início gradual do IBS</li>



<li><strong>2033:</strong> Implementação total do novo sistema e extinção definitiva dos tributos antigos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">VEJA TAMBÉM:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://lbca.online/reforma-tributaria-o-que-muda-e-o-que-as-empresas-podem-esperar-em-2026/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Reforma tributária: o que muda e o que as empresas podem esperar em 2026?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="ember1083">Destaques Operacionais e Setoriais</h2>



<p class="wp-block-paragraph" id="ember1084">A nova legislação traz regras rígidas para a manutenção da saúde fiscal do seu negócio:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Crédito Condicionado:</strong> O direito ao crédito do IBS e da CBS agora depende do <strong>efetivo pagamento</strong> dos tributos na operação anterior.</li>



<li><strong>Agronegócio:</strong> Isenção para produtores com receita até R$ 3,6 milhões/ano e alíquota zero para hortícolas, frutas e ovos.</li>



<li><strong>Saúde e Educação:</strong> Redução de <strong>60%</strong> nas alíquotas para serviços de saúde, dispositivos médicos e medicamentos.</li>



<li><strong>Setor Imobiliário:</strong> Novas regras para locação e venda, com redutor social de até R$ 100 mil para imóveis novos.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="ember1086">Recomendações Estratégicas</h2>



<p class="wp-block-paragraph" id="ember1087">A adaptação imediata é fundamental para evitar bitributação ou perda de créditos:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Monitoramento do Split Payment:</strong> Garanta que seus meios de pagamento eletrônico estejam integrados aos novos campos fiscais (NF-e, CT-e).</li>



<li><strong>Compliance de Fornecedores:</strong> Revise a regularidade fiscal de seus parceiros, dado que o crédito agora está vinculado ao pagamento efetivo.</li>



<li><strong>Revisão de Contratos:</strong> Avalie cláusulas de reajuste e repasses tributários para o novo cenário de 2027.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Paulo Pimentel passa a integrar equipe da LBCA como head de Tributário</title>
		<link>https://lbca.online/paulo-pimentel-passa-a-integrar-equipe-da-lbca-como-head-de-tributario/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Macedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Oct 2024 17:23:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[CBS]]></category>
		<category><![CDATA[cofins]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<category><![CDATA[LBCA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paulo Pimentel chega à banca Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA) como novo sócio da área de Tributário para promover uma disrupção na prestação de serviços no setor.</p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/paulo-pimentel-passa-a-integrar-equipe-da-lbca-como-head-de-tributario/">Paulo Pimentel passa a integrar equipe da LBCA como head de Tributário</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com 20 anos de atuação no mercado, o advogado tributarista <strong>Paulo Pimentel</strong> chega à banca<strong> Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA)</strong> como novo sócio da área de Tributário para promover uma disrupção na prestação de serviços no setor.</p>
<p>“Minha atuação na LBCA estará centrada em diferentes pilares, como revisão fiscal, consultivo tributário e contencioso, com abordagem, inclusive, das teses tributárias, devidamente auxiliado pelas mais modernas aplicações da Inteligência Artificial”, diz Paulo.</p>
<p>Ele explica que a revisão visa dois pontos principais: detectar erros e equívocos na escrituração da empresa, atualmente mais raras porque são feitas por robôs, e divergências de interpretação das leis tributárias. “A legislação é complexa, possibilita várias formas de interpretação e, dessa forma, permite identificar oportunidades de diminuição da carga tributária”, afirma Pimentel.</p>
<p>No consultivo tributário, Paulo vai orientar os clientes nesta fase de transição da reforma tributária. “Ela ainda não está totalmente  regulamentada, ficou travada no Congresso por conta das eleições municipais. Só conhecemos os panoramas gerais, faltam detalhes”, comenta.</p>
<p>Favorável a uma reforma, Paulo tem uma visão crítica sobre a atual modificação nas leis tributárias. Ele entende que a nova lei não vai simplificar tanto as questões tributárias como está sendo dito, nem agora e nem a longo prazo, quando a situação deve retornar a o mesmo <em>status</em> de hoje.</p>
<p>“A redução de tributos é relativa porque na verdade <em>(a reforma)</em> unificou alguns tributos, como Pis/Cofins, que se tornaram a CBS, mas eles já eram uma coisa só”, diz. “A reforma ficou capenga, pela metade, porque a tributação sobre a renda não entrou, o Imposto de Renda da Pessoa Física e da Pessoa Jurídica e a Contribuição Social não mudaram nada. Estamos perdendo uma grande oportunidade de resolver toda a tributação”, analisa.</p>
<p>Outros temas estão na agenda do novo head da LBCA, como a regularização dos débitos das empresas em razão do instituto da transação tributária, que abriu muitas oportunidades; a repatriação de recursos para quem tem bens no exterior não declarados no Brasil, possibilitando pagar imposto com alíquota reduzida e ficar regularizado; bem como a regulamentação das <em>bets</em>, que deixaram a informalidade e devem se adequar ao sistema tributário.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA MAIS: <a href="https://lbca.online/qual-o-nivel-de-resiliencia-do-esg/" target="_blank" rel="noopener">Qual o nível de resiliência do ESG?</a></strong></p>
<p>Paulo Pimentel também vai acompanhar os temas tributários que o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça devem julgar ainda este ano, especialmente as chamadas “teses filhotes”, decorrentes da <a href="https://www.conjur.com.br/2024-set-12/stj-autoriza-fazenda-a-usar-rescisoria-para-aplicar-modulacao-da-tese-do-seculo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Tese do Século</a>, para as quais espera seja mantida uma decisão favorável aos contribuintes.</p>
<p>Geralmente as teses são impactadas por argumentos econômicos trazidos pelo governo, que não podem ser rebatidos com argumentos jurídicos e acabam por sensibilizar os ministros e onerar o contribuinte.</p>
<p>Para Pimentel, os projetos de mediação e arbitragem para a área tributária e aduaneira (PLS 2.485/2022 e PLS 2486/2022), em tramitação no Senado Federal, são altamente positivos.</p>
<p>“Quanto mais ferramentas de encerramento de litígio tivermos, melhor será para todos: o governo arrecada mais; o Judiciário terá menor número de ações e o contribuinte mais opções para se regularizar. Vejo como sendo o futuro na solução de conflitos na área tributária.”</p>
<p>Paulo Pimentel é graduado em Direito pela PUC-SP, especialista em Direito Tributário pela FGV-Law, mestre em Direito Tributário também pela PUC-SP e tem atuação destacada em tribunais administrativos e entidades de classe.</p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/paulo-pimentel-passa-a-integrar-equipe-da-lbca-como-head-de-tributario/">Paulo Pimentel passa a integrar equipe da LBCA como head de Tributário</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA) anuncia novo sócio</title>
		<link>https://lbca.online/lee-brock-camargo-advogados-lbca-anuncia-novo-socio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ariene Alves Leite Pereira Moreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Oct 2024 21:01:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[CBS]]></category>
		<category><![CDATA[cofins]]></category>
		<category><![CDATA[LBCA]]></category>
		<category><![CDATA[pis]]></category>
		<category><![CDATA[reforma tributária]]></category>
		<category><![CDATA[Sócio]]></category>
		<category><![CDATA[tributário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paulo Pimentel passa a integrar equipe da banca como head da área Tributária do escritório. </p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/lee-brock-camargo-advogados-lbca-anuncia-novo-socio/">Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA) anuncia novo sócio</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com 20 anos de atuação no mercado, o advogado tributarista Paulo Pimentel chega à Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA) como novo sócio da área Tributária para promover uma disrupção na prestação de serviços da área.</p>
<p>&#8220;Minha atuação na LBCA estará centrada em diferentes pilares, como revisão fiscal, consultivo tributário e contencioso, inclusive, com abordagem das teses tributárias, devidamente auxiliado pelas mais modernas aplicações da inteligência artificial&#8221;, diz Paulo.</p>
<p>Ele explica que a revisão visa dois pontos principais: Detectar erros e equívocos na escrituração da empresa, atualmente mais raras porque são feitas por robôs, e divergências de interpretação da lei tributária. &#8220;A legislação é complexa, possibilita várias formas de interpretação e dessa forma permite Identificar oportunidades de diminuição da carga tributária&#8221;, afirma Pimentel.</p>
<p>No Consultivo Tributário, Paulo vai orientar os clientes nesta fase de transição da reforma tributária. &#8220;Ela ainda não está totalmente regulamentada, ficou travada no Congresso por conta das eleições municipais. Só conhecemos os panoramas gerais, faltam detalhes&#8221;, comenta. Favorável à uma reforma tributária, Paulo tem uma visão crítica sobre a atual reforma tributária, porque entende que não irá simplificar tanto como dizem, nem agora e nem no longo prazo, quando a situação deve ser a mesma de hoje.</p>
<p>&#8220;A redução de tributos é relativa porque na verdade unificou alguns tributos, como PIS/COFINS, que se tornaram a CBS, que já eram uma coisa só. A Reforma ficou capenga, pela metade, porque a tributação sobre a renda não entrou, imposto de renda da pessoa física e da pessoa jurídica e a contribuição social não mudaram nada. Estamos perdendo uma grande oportunidade de resolver toda tributação&#8221;, analisa.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA MAIS: <a href="https://lbca.online/lorena-carneiro-assume-como-socia-head-na-lbca-em-inovacao-contratos-e-estrategia/" target="_blank" rel="noopener">Lorena Carneiro assume como sócia-head na LBCA em Inovação, Contratos e Estratégia</a></strong></p>
<p>Muitos outros temas estão na agenda do novo head da LBCA, como regularização dos débitos das empresas por conta do instituto da transação tributária, que abriu muitas oportunidades; Repatriação de recursos para quem tem bens no exterior não declarados no Brasil, possibilitando pagar imposto com alíquota reduzida e ficar regularizado, bem como a regulamentação das BETs, que deixam a informalidade e devem se adequar ao sistema tributário.</p>
<p>Paulo Pimentel também manterá um acompanhamento dos temas tributários que o STF e o STJ devem julgar ainda este ano. Especialmente as teses filhotes, decorrentes da Tese do Século, para as quais espera seja mantida uma decisão favorável aos contribuintes, geralmente impactada por argumentos econômicos trazidos pelo governo, que não podem ser rebatidos com argumentos jurídicos e acabam por sensibilizar os ministros e onerar o contribuinte.</p>
<p>Para Paulo Pimentel, os projetos de mediação e arbitragem para a área tributária e aduaneira (PLS 2.485/22 e PLS 2486/22), em tramitação no Senado Federal, são altamente positivos. &#8220;Quanto mais ferramentas de encerramento de litígio tivermos, melhor será para todos: O governo arrecada mais; o Judiciário terá menor número de ações e o contribuinte mais opção de se regularizar. Vejo como sendo o futuro na solução de conflitos na área tributária&#8221;,</p>
<p>Paulo Pimentel é graduado em Direito pela PUC-SP, especialista em Direito Tributário pela FGV-Law, mestre em Direito Tributário também pela PUC-SP e tem atuação destacada em tribunais administrativos e de entidades de classe.</p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/lee-brock-camargo-advogados-lbca-anuncia-novo-socio/">Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA) anuncia novo sócio</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
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		<title>Imposto seletivo da Reforma Tributária frente ao greenwashing e healthwashing</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Macedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Aug 2023 12:29:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[câmara dos deputados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pretenso discurso de proteção do meio ambiente e da saúde, na verdade, podem servir apenas para travestir interesses meramente arrecadatórios</p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/imposto-seletivo-da-reforma-tributaria-frente-ao-greenwashing-e-healthwashing/">Imposto seletivo da Reforma Tributária frente ao greenwashing e healthwashing</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O texto da reforma dos impostos sobre consumo, aprovado pela Câmara dos Deputados e enviado para análise do Senado, modifica o sistema tributário pátrio no nível hierárquico fundamental, ou seja, da Constituição Federal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há muitos pontos positivos no texto da reforma, principalmente no que tange à uniformização da legislação dos recém-criados imposto sobre bens e serviços (IBS), de competência compartilhada entre Estados e Municípios, e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência da União.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À adoção de não cumulatividade mais abrangente, à transparência da carga tributária das operações, à extinção gradual dos benefícios fiscais e progressiva desvinculação das renúncias fiscais unilaterais como meio de enfrentamento das desigualdades regionais, entre outras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A reforma não caminhou bem, no entanto, no que concerne à criação de outro novo imposto, o chamado imposto seletivo. Isto porque, conforme proposto e atualmente aprovado pela Câmara dos Deputados, o imposto seletivo incidirá sobre a “<em>produção, comercialização e importação de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente”</em>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA MAIS: <a href="https://lbca.online/desdobramentos-do-greenwashing-afrontam-a-sustentabilidade/" target="_blank" rel="noopener">Desdobramentos do greenwashing afrontam a sustentabilidade</a><br />
</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ora, a rigor, praticamente todas as atividades humanas são, em alguma medida, potencialmente prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, o que se tem é a abertura da possibilidade para que a União institua tributação pelo imposto seletivo da maneira que bem lhe aprouver sobre praticamente quaisquer operações com bens e serviços. Assim, os critérios da “<em>seletividade</em>” ― entenda-se seleção dos bens e serviços a serem tributados adicionalmente pelo novo imposto ― restaram inteiramente transferidos para o legislador infraconstitucional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No discurso inicial, que não faz parte de qualquer projeto de texto legal, mencionava-se que a incidência iria abranger tabaco, bebidas e alimentos com excesso de açúcar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas nada impede, já que há a permissão constitucional, que se institua tributação pelo imposto seletivo com relação a alimentos ultraprocessados, embutidos, com excesso de sódio, refrigerantes, frutas e legumes não orgânicos ou cultivados com a utilização de pesticidas, aparelhos de ar-condicionado, veículos movidos a combustível fóssil, embalagens plásticas, objetos plásticos e derivados de petróleo em geral, jogos eletrônicos, entre outros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou seja, já que a Constituição não estabeleceu limites, o céu, a imaginação e, porque não, a necessidade de caixa são os limites.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já se encontra, inclusive, ressalvado no texto até agora aprovado, que o imposto seletivo poderá incidir também sobre “<em>operações relativas à energia elétrica, serviços de telecomunicação, derivados de petróleo, combustíveis e minerais</em>”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De seletividade, na verdade, há apenas dois norteamentos constitucionais previstos: o primeiro de que não incidirá o imposto seletivo sobre operações beneficiadas por alíquotas reduzidas de CBS; </span><span style="font-weight: 400;">e o segundo de que o imposto poderá ser utilizado para manter a competitividade da Zona Franca de Manaus, ou seja, para onerar operações não conduzidas nas áreas incentivadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Além disso, enquanto coexistirem imposto seletivo e IPI (até a extinção deste último), não incidirá IPI nas operações tributadas pelo imposto seletivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De qualquer forma, note-se que a instituição do imposto seletivo tem enorme potencial de criar contencioso tributário, visto que, uma vez que a instituição do tributo tem como premissa o prejuízo à saúde ou ao meio ambiente, poder-se-ia alegar que não é qualquer grau de prejuízo, mas tão somente o prejuízo relevante é que poderia ensejar a criação do tributo. Qual seria, por exemplo, o prejuízo à saúde ou ao meio ambiente com relação aos serviços de telecomunicação? Emissão de radiação?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto é que, aparentemente, a utilização do imposto seletivo como instrumento de desestímulo ao consumo de determinados bens ou serviços já foi abandonada na partida, para passar a fazer parte do arcabouço arrecadatório puro e simples. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem contar que, de uma maneira ou de outra, a criação do imposto seletivo poderia muito bem ser substituída pela majoração de alíquotas majoradas da CBS, inclusive, tendo em vista um dos principais alardeados objetivos da reforma tributária que é a simplificação do sistema.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA MAIS: <a href="https://lbca.online/complexidades-no-caminho-da-simplificacao-da-tributacao/" target="_blank" rel="noopener">Complexidades no caminho da simplificação da tributação</a><br />
</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aparentemente, criou-se a seletividade do imposto com critérios tão amplos que nada selecionam. Infelizmente, o imposto seletivo ― que tudo abrange em tese ― pode ser relegado a instrumento de </span><i><span style="font-weight: 400;">greenwashing</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou </span><i><span style="font-weight: 400;">healthwashing</span></i><span style="font-weight: 400;">, expressões em inglês que significam, na hipótese, respectivamente, que o pretenso discurso de proteção do meio ambiente e da saúde, na verdade, servem apenas para travestir interesses meramente arrecadatórios. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal sorte de coisas coloca-se em frontal contraposição a um dos princípios elencados na reforma tributária, qual seja o Princípio da Transparência da Tributação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Deve-se salientar, ainda, que as alíquotas do novo imposto poderão livremente ser alteradas pelo Poder Executivo, por meio de mero decreto, o que, por si só, torna frágil a previsibilidade e segurança jurídica com relação àqueles contribuintes que se dedicarem à importação ou comercialização de bens e serviços sobre os quais tenha sido instituído imposto seletivo por lei.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por simples decreto, poderá ser inviabilizado, por exemplo, determinado empreendimento pela alteração abrupta da tributação, no curtíssimo prazo, pois com relação a esse tributo apenas se aplicará o princípio da anterioridade nonagesimal, isto é, poderá ser cobrado com relação a fatos geradores ocorridos a partir de 90 dias do decreto que aumentar a alíquota.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, diferentemente do IBS e da CBS, o imposto seletivo integrará a base de cálculo dos demais tributos o que, por si só, cria cumulatividade e complexidade no sistema, gerando os já conhecidos problemas de exportação residual de tributos, falta de transparência da carga tributária e assim por diante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na esfera constitucional, portanto, foi praticamente dado cheque em branco à União para instituição do imposto que, em muitos aspectos, demonstra estar em contradição com os próprios fundamentos da reforma, tais como não cumulatividade ampla, transparência da tributação e, tão grave quanto, dotado de possibilidade de que as alíquotas sejam livremente manejadas pelo Poder Executivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aguardem-se os próximos capítulos, inclusive para verificar em que medida a proteção à saúde e ao meio ambiente influenciarão o legislador infraconstitucional na seleção dos bens e serviços a serem tributados pelo novo imposto.</span></p>
<hr />
<p><i><span style="font-weight: 400;">*<strong>Eduardo Cesar Muniz Bomfim</strong> é sócio de Lee Brock Camargo Advogados, mestrando em direito Político e Econômico pelo Mackenzie, especialista em Direito Tributário e Direito Empresarial pela PUC-SP e graduado em Direito pela UNESP.</span></i></p>
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		<title>Complexidades no caminho da simplificação da tributação</title>
		<link>https://lbca.online/complexidades-no-caminho-da-simplificacao-da-tributacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Macedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jul 2023 19:28:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[carga tributária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aprovada pela Câmara dos Deputados, a reforma tributária marca o início de uma jornada rumo à simplificação da tributação sobre o consumo</p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/complexidades-no-caminho-da-simplificacao-da-tributacao/">Complexidades no caminho da simplificação da tributação</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O texto da reforma tributária aprovado pela Câmara dos Deputados é o início de uma relativamente longa jornada que &#8211; espera-se &#8211; coloque o País, pelo menos, no rumo da simplificação na apuração e recolhimento dos tributos sobre o consumo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O próximo passo é o início da análise do texto pelo Senado, podendo ser ou não aprovado. Na primeira hipótese, poderá ser aprovado com ou sem  alterações. Se aprovado com alterações substanciais, deverá retornar à Câmara para nova apreciação.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>LEIA MAIS: <a href="https://lbca.online/cssl-e-coisa-julgada-no-meio-do-caminho-havia-um-precedente/" target="_blank" rel="noopener">CSSL e coisa julgada: no meio do caminho havia um precedente</a><br />
</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De qualquer modo, se e quando aprovadas as alterações de natureza constitucional &#8211; que é o que trata o texto aprovado na Câmara &#8211; e se e quando editadas as normas complementares, ordinárias e a regulamentação pertinente (decretos, instruções normativas, etc.), o que se terá criado, num primeiro momento, serão pelo menos mais três &#8220;novos&#8221; tributos: CBS, IBS  e IS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro (CBS) será uma contribuição social sobre bens e serviços de competência da União Federal, que substituirá, paulatinamente, as contribuições PIS e Cofins e o imposto sobre produtos industrializados (IPI).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo (IBS), um imposto cobrado sobre a mesma base de cálculo da contribuição federal mencionada acima, cuja arrecadação se destinará aos Estados, Municípios e Distrito Federal, em substituição ao ICMS (estadual) e ISS (municipal).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o terceiro é um imposto federal, seletivo, a incidir ainda sobre a importação, produção e comercialização de bens e serviços nocivos à saúde e ao meio ambiente, o que, diga-se de passagem, não deixa de ser uma espécie de </span><span style="font-weight: 400;">cheque em branco a permitir a incidência sobre praticamente toda e qualquer atividade humana. A escolha dos bens e serviços a serem taxados pelo novo imposto &#8220;seletivo&#8221; virá em momento legislativo posterior, infraconstitucional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns desses novos tributos serão inicialmente cobrados concomitantemente aos tributos atualmente existentes, em alíquotas simbólicas, durante um período de transição. Assim, neste período de transição, não se experimentará simplificação, mas relativo aumento da complexidade da apuração e recolhimento dos tributos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fase de transição, em tese, iniciar-se-á em 2026, com o início da cobrança &#8220;simbólica&#8221;  do IBS e da CBS (1% no total) e só findar-se-á em 2033, com a efetiva extinção do IPI, ICMS e ISS. O PIS e Cofins, já terão sido extintos a partir de 2027.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A reforma também prevê a transferência da competência para arrecadação dos impostos sobre o consumo dos Estados e Municípios de origem destes para os Estados e Municípios de destino dos bens ou serviços, segundo critérios a ainda serem definidos em legislação infraconstitucional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que não se tenha definição exata acerca das alíquotas dos novos tributos,  &#8211; especula-se que não deve haver diminuição da carga tributária global, mas tão somente simplificação da apuração e recolhimento, muito em razão da unificação da maior parte da legislação e regulamentação dos tributos sobre o consumo de competência dos Estados e Municípios (atualmente ICMS e ISS), por meio  &#8211; entre outros &#8211; </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">da centralização através de um órgão deliberativo, o &#8220;<em>Conselho Federativo do Imposto sobre Bens e Serviços</em>&#8220;, que será gerido através de composição de representantes dos Estados, do Distrito Federal e de 27 representantes dos município, sendo metade deles representantes dos Municípios com maior população.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>LEIA MAIS: <a href="https://lbca.online/restricoes-ao-beneficio-fiscal-do-perse-para-a-industria-turistica/" target="_blank" rel="noopener">Restrições ao benefício fiscal do perse para a indústria turística</a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">Há expectativa de que alguns setores sejam beneficiados com redução da carga tributária, caso da indústria, e outros sofrerão aumento, notadamente o setor de serviços. E é natural que haja nesta fase uma intensa movimentação dos setores organizados da economia, no sentido de tentar garantir  que não haja quanto a eles, no processo legislativo em curso, aumento significativo de tributação quando se der a efetiva entrada em vigor do novo sistema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns setores da economia, conforme o texto então aprovado, já tem previstos regimes de  tributação diferenciada, possivelmente não se aplicarão a eles os tributos CBS, IBS e IS, ou serão  aplicados com regras diversas. Dentre estes setores, o texto faz menção a combustíveis, lubrificantes, serviços financeiros, bens imóveis, planos de assistência à saúde, concursos de prognósticos, compras governamentais, hotelaria, cooperativas, parques de diversão e parques temáticos, restaurantes e aviação regional.</span></p>
<p><figure id="attachment_20243" aria-describedby="caption-attachment-20243" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://conteudo.lbca.com.br/ebook-esg-e-compliance-fiscal" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-20243 size-large" src="/wp-content/uploads/2023/07/banner-taxbox-01-1024x273.png" alt="Compliance Fiscal e ESG" width="800" height="213" srcset="https://lbca.online/wp-content/uploads/2023/07/banner-taxbox-01-1024x273.png 1024w, https://lbca.online/wp-content/uploads/2023/07/banner-taxbox-01-300x80.png 300w, https://lbca.online/wp-content/uploads/2023/07/banner-taxbox-01-768x205.png 768w, https://lbca.online/wp-content/uploads/2023/07/banner-taxbox-01-1536x409.png 1536w, https://lbca.online/wp-content/uploads/2023/07/banner-taxbox-01.png 2000w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption id="caption-attachment-20243" class="wp-caption-text">Estar em conformidade com as regras tributárias vai além de cumprir prazos e obrigações. As empresas sustentáveis são aquelas que pensam de forma estratégica em compliance e governança através da tríade de ESG.</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale salientar que, ainda que a reforma tributária tenha trazido alterações menores quanto a impostos sobre a propriedade (e.g., IPTU e ITCMD), o foco do texto que segue para discussão no Senado é sobre a tributação sobre o consumo.  Eventuais modificações sobre a tributação sobre a renda (e.g., tributação sobre dividendos) estão sendo tratados em apartado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros regimes de tributação diferenciados, como o Simples Nacional e a posição de tributação privilegiada para empresas estabelecidas na Zona Franca de Manaus também restam expressamente mantidos no texto da reforma tributária, sem que se tenha explicitado os mecanismos pelos quais será implementada a manutenção destes regimes face à nova estrutura dos impostos sobre o consumo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De qualquer forma, grande parte das variáveis acerca dos aspectos da nova tributação sobre o consumo restou relegada à normatização futura, através de legislação infraconstitucional. Estas definições e também as eventuais alterações do texto da reforma tributária pelo Senado  é que permitirão que se obtenha foto mais nítida de como será o novo sistema tributário, notadamente no que tange aos impostos sobre o consumo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A verificar se o objetivo da simplificação de fato será atingido ou se as novas regras não formarão nova colcha de retalhos, repleta de exceções, alíquotas, regras especiais, restrições ao creditamento, além da profusão de obrigações acessórias. Aguardemos.</span></p>
<hr />
<p><strong>Eduardo Bomfim</strong></p>
<p><strong>Sócio de Lee Brock Camargo Advogados, mestrando em direito Político e Econômico pelo Mackenzie, especialista em Direito Tributário e Direito Empresarial pela PUC/SP e graduado em Direito pela UNESP.</strong></p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/complexidades-no-caminho-da-simplificacao-da-tributacao/">Complexidades no caminho da simplificação da tributação</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
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