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	<title>Arquivos comunicar em uma - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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		<title>Desafios normativos da interoperabilidade na saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Macedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Mar 2023 13:07:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A interoperabilidade no ambiente da saúde pode enfrentar desafios normativos e sistêmicos relacionados às normas de privacidade no Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/desafios-normativos-da-interoperabilidade-na-saude/">Desafios normativos da interoperabilidade na saúde</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A </span><strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/interoperabilidade/" target="_blank" rel="noopener">interoperabilidade</a></strong><span style="font-weight: 400;"> pode ser conceituada como a capacidade de diferentes sistemas e tecnologias se comunicarem e compartilharem informações entre si de forma eficiente e segura, permitindo que componentes diferentes trabalhem juntos de forma harmoniosa, sem restrições ou barreiras técnicas ou semânticas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, torna-se fundamental para garantir a comunicação entre sistemas, dispositivos e aplicativos em diferentes plataformas, como computadores, smartphones, tablets, dispositivos de </span><strong><a href="https://medicinasa.com.br/tag/iot/" target="_blank" rel="noopener">IoT</a></strong><span style="font-weight: 400;"> (Internet das Coisas), etc, garantindo que dispositivos de diferentes marcas possam se comunicar em uma rede doméstica ou para que diferentes sistemas possam trocar informações em uma organização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pensando no contexto das instituições de saúde, garantir esta intercomunicabilidade é importante porque os pacientes frequentemente recebem cuidados de múltiplos profissionais em diferentes departamentos e especialidades, o que pode levar à fragmentação do cuidado e falhas na comunicação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta forma, é possível fazer com que todas as informações relevantes sobre o paciente estejam disponíveis para os profissionais de saúde envolvidos em seu cuidado, permitindo uma melhor coordenação do atendimento e tomada de decisão mais informada em diferentes sistemas como registros eletrônicos de saúde, prescrição eletrônica, monitoramento remoto de pacientes, faturamento e outros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora essa tecnologia possa ser extremamente útil para os pacientes e aos profissionais da saúde, a interoperabilidade também apresenta riscos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, a troca de informações entre diferentes sistemas pode expor as informações do paciente a vulnerabilidades de segurança cibernética, como ataques de hackers, invasões de privacidade ou roubo de dados. Além disso, pode levar a conflitos de terminologia ou de formatos de dados, o que pode prejudicar a integração e a utilização de informações precisas e úteis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem várias linguagens e padrões que são utilizados para garantir a interoperabilidade entre diferentes sistemas de saúde. Algumas das linguagens mais comuns incluem:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">HL7: é um padrão de comunicação entre sistemas de saúde que define a estrutura e o conteúdo das mensagens trocadas entre sistemas.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">FHIR: é um padrão emergente para troca de informações de saúde eletrônicas (EHR) que permite o compartilhamento de dados de saúde em tempo real.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">DICOM: é um padrão para a comunicação de imagens médicas e informações relacionadas, como resultados de testes e laudos.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras linguagens e padrões comuns incluem LOINC, SNOMED-CT e ICD-10, que são utilizados para padronizar terminologias e classificações de informações de saúde. É importante que os sistemas de saúde adotem as linguagens e padrões adequados para garantir a interoperabilidade efetiva e reduzir os riscos associados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, a interoperabilidade no ambiente da saúde pode enfrentar desafios normativos e sistêmicos relacionados às normas de privacidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), publicada em 2018, mas em vigor desde em 2020, estabelece regras rigorosas para a coleta, uso e compartilhamento de dados pessoais, incluindo informações de saúde, que são considerados como dados pessoais sensíveis e exigem um nível mais alto de proteção pelos agentes de tratamento, para impedir a ocorrência de incidentes de segurança ou violações de dados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em termos normativos, a interoperabilidade pode enfrentar desafios em relação ao consentimento do paciente, quando ele for exigido para o tratamento de seus dados pessoais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque a LGPD exige que os titulares sejam informados sobre como seus dados pessoais, incluindo dados de saúde, serão coletados e usados, garantindo-lhes a oportunidade de dar seu consentimento de forma livre e inequívoca para o uso de seus dados pessoais, o que pode ser difícil de obter quando várias partes estão envolvidas no compartilhamento de informações do paciente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a LGPD também exige que os dados pessoais sejam coletados e utilizados apenas para fins específicos, o que pode limitar a forma como as informações do paciente são compartilhadas entre diferentes sistemas e profissionais de saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em termos sistêmicos, a interoperabilidade pode enfrentar desafios em relação à segurança cibernética. Como mencionado anteriormente, a troca de informações de saúde entre diferentes sistemas pode expor as informações do paciente a vulnerabilidades de segurança cibernética, como ataques de hackers, invasões de privacidade ou roubo de dados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para garantir a segurança dos dados do paciente, os sistemas de saúde devem adotar medidas de segurança cibernética adequadas, incluindo o uso de criptografia e autenticação de usuários, bem como a implementação de políticas e procedimentos de segurança cibernética que ajudam a prevenir, detectar e responder a ameaças cibernéticas. É um conjunto de ações para ampliar o nível de maturidade de governança corporativa, especialmente quanto ao ambiente tecnológico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a interoperabilidade pode enfrentar desafios em relação à padronização dos sistemas e terminologias. Os sistemas de saúde podem utilizar diferentes linguagens, terminologias e formatos para armazenar e compartilhar informações de saúde, o que pode dificultar a comunicação e o compartilhamento de informações entre diferentes sistemas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adoção de padrões comuns de terminologia e formatação pode ajudar a melhorar a interoperabilidade no ambiente da saúde, mas depende do comprometimento de todas as pontas envolvidas no tratamento de dados, especialmente as empresas responsáveis pela criação e programação dos sistemas.</span></p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://lbca.online/e-inevitavel-que-as-leis-na-america-latina-se-ajustem-aos-padroes-de-protecao-de-dados-pessoais/" target="_blank" rel="noopener">É inevitável que as leis na América Latina se ajustem aos padrões de proteção de dados pessoais</a></li>
<li><a href="https://lbca.online/remocao-de-conteudo-e-responsabilidade-civil-nas-plataformas-de-marketplace/" target="_blank" rel="noopener">Remoção de conteúdo e responsabilidade civil nas plataformas de marketplace</a></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo de conduta de alto risco envolvendo a interoperabilidade hospitalar e seus stakeholders seria a falta de padrões e políticas de segurança cibernética efetivas para proteger as informações do paciente durante a troca de informações entre diferentes sistemas de saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, em 2015, o sistema de saúde UCLA Health em Los Angeles, nos Estados Unidos, sofreu um ataque cibernético que comprometeu as informações pessoais e de saúde de cerca de 4,5 milhões de pacientes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ataque foi possível devido a uma vulnerabilidade no sistema de gerenciamento de vulnerabilidades do hospital, que permitiu aos hackers acesso às informações do paciente. O incidente ressalta a importância de ter políticas e procedimentos de segurança cibernética efetivos para proteger as informações do paciente durante a troca de informações entre diferentes sistemas de saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na questão da interoperabilidade, a responsabilização do operador e do controlador de dados pode variar dependendo da legislação e normas aplicáveis em cada país. No entanto, em geral, tanto o operador quanto o controlador de dados têm responsabilidades específicas na garantia da segurança e privacidade das informações do paciente durante a troca de informações entre diferentes sistemas de saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O controlador de dados é a pessoa ou organização responsável por determinar as finalidades e meios do processamento de dados pessoais, enquanto o operador é a pessoa ou organização que realiza o processamento de dados em nome do controlador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na questão da interoperabilidade, o controlador de dados tem a responsabilidade de garantir que a troca de informações de saúde entre diferentes sistemas de saúde esteja em conformidade com as leis e normas de privacidade e proteção de dados aplicáveis. Isso inclui a obtenção do consentimento do paciente, quando necessário, a implementação de medidas de segurança cibernética adequadas, e o estabelecimento de padrões comuns de terminologia e formatação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O operador de dados, por sua vez, tem a responsabilidade de garantir que os sistemas e tecnologias utilizados para a troca de informações de saúde sejam seguros e confiáveis, e que as informações do paciente sejam processadas e compartilhadas de acordo com as políticas e procedimentos de segurança cibernética estabelecidos pelo controlador de dados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O operador também deve garantir que as informações do paciente sejam precisas e úteis para os profissionais de saúde envolvidos no cuidado do paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta forma, observa-se que tanto o controlador quanto o operador de dados têm responsabilidades importantes na questão da interoperabilidade. É essencial que eles trabalhem juntos para garantir a segurança e privacidade das informações do paciente durante a troca de informações entre diferentes sistemas de saúde, seguindo as leis e normas aplicáveis e adotando medidas adequadas de segurança cibernética.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em conclusão, a interoperabilidade no ambiente da saúde pode enfrentar desafios normativos e sistêmicos relacionados às normas de privacidade no Brasil. Para garantir a interoperabilidade efetiva, é importante que os sistemas de saúde adotem medidas adequadas de segurança cibernética, obtenham o consentimento do paciente e utilizem padrões comuns de terminologia e formatação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trata-se de um avanço fundamental para a inovação e a criação de novas soluções em saúde, permitindo que desenvolvedores e startups possam criar novos aplicativos que possam ser integrados com outros sistemas de informações de saúde, sem a necessidade de desenvolver interfaces personalizadas para cada sistema.</span></p>
<hr />
<p><i><span style="font-weight: 400;">*Paulo Vinícius de Carvalho Soares é especialista em Direito de Internet pela FGV – Fundação Getúlio Vargas e Data Protection Officer do Lee Brock e Camargo Advogados. </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">*Adalberto Fraga Veríssimo Junior é advogado, graduado em Direito pelo Centro Universitário Filadélfia – UniFil, sócio da Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA) e coordenador na área de Direito Digital e Novas Tecnologias.</span></i></p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/desafios-normativos-da-interoperabilidade-na-saude/">Desafios normativos da interoperabilidade na saúde</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
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