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	<title>Arquivos coronavírus importação - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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	<title>Arquivos coronavírus importação - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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		<title>Coronavírus: fabricantes apontam dificuldade de importação e disparada de preços na indústria hospitalar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Macedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2020 21:35:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sócio-fundador da LBCA, Yun Ki Lee, concede entrevista para O Globo para analisar as dificuldades de importação com o Coronavírus. Confira matéria.</p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/coronavirus-fabricantes-apontam-dificuldade-de-importacao-e-disparada-de-precos-na-industria-hospitalar/">Coronavírus: fabricantes apontam dificuldade de importação e disparada de preços na indústria hospitalar</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Além da falta de <a href="https://oglobo.globo.com/sociedade/governo-diz-que-ja-distribuiu-40-milhoes-de-equipamentos-de-protecao-individual-anuncia-nova-compra-de-200-milhoes-de-itens-24338908">equipamentos de proteção individual</a> para profissionais de saúde, a indústria que produz material voltado para o mundo hospitalar no país começa a ter problemas para conseguir matéria-prima.</p>
<p>Carolina Brito, da empresa Brito &amp; Casonato, que revende o tecido TNT hospitalar, usado na fabricação de aventais e toucas, afirma que só vai receber material do fornecedor na semana que vem:</p>
<p>— Com a crise do coronavírus na Ásia e o dólar alto, muitos produtos foram exportados. Como a procura está alta, o produto para hospitais está em falta — diz.</p>
<p>Uma das fabricantes de TNT hospitalar, a Fitesa afirma que o Brasil tem matéria-prima, mas não tem capacidade de produção para atender a atual demanda:</p>
<p>— O Brasil tem insumos, mas falta capacidade de produção — afirma Pedro Argemi, gerente da empresa.</p>
<p>A Protdesc, fabricante de descartáveis hospitalares (roupa, toucas, sapatilhas) e máscaras cirúrgicas, informa que, desde o fim de janeiro, dobrou a produção, trabalha 24 horas por dia, e fabrica hoje 6 mil caixas diárias com 50 máscaras cada, mas já atingiu seu limite.</p>
<p>— É o máximo que conseguimos produzir. Para fazer mais, teríamos de investir no aumento da fábrica e na compra de maquinário, que também é importado. Sabemos que já falta no mercado o material filtrante, insumo usado como filtro bacteriano nos descartáveis hospitalares. Nesse cenário de falta de matéria-prima, não adiantaria aumentar a capacidade de produção — diz César Matias, gerente da Protdesc.</p>
<p>A empresa, neste momento, atende apenas clientes antigos e diz que tem estoque de material filtrante para fazer máscaras cirúrgicas por mais 60 dias. Se não conseguir repor o insumo, haverá gargalo na produção.</p>
<h2>Diversificação</h2>
<p>Segundo profissionais do setor, mais da metade dos produtos descartáveis usados para proteção dos funcionários da saúde e pacientes internados em hospitais são importados, <a href="https://oglobo.globo.com/sociedade/pandemia-dificulta-importacao-de-insumos-para-medicamentos-india-ja-travou-entrega-de-31-toneladas-1-24346365">em sua maioria de fabricantes asiáticos</a>.</p>
<p>Thomas Law, presidente do Instituto Cultural Brasil-China (Ibrachina), afirma que a demanda por produtos chineses está muito alta e, nestes casos, é preciso diálogo:</p>
<p>— A boa diplomacia, a retomada de relações, pode ser importante para garantir o fornecimento de insumos e equipamentos. Temos que pensar que todo o mundo está atrás destes produtos, então é hora de se ampliar o diálogo para se encontrar soluções — disse.</p>
<p><a href="https://lbca.online/profissionais/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O advogado Yun Ki Lee</a>, presidente da seccional brasileira da Associação de Comerciantes Coreanos no exterior (OKTA), afirma que a compra de insumos vive um momento de estresse, por causa da elevada demanda e de problemas de produção e de distribuição com o coronavírus, mas que os países têm que tentar diversificar seus fornecedores:</p>
<p>— A Coreia do Sul está tratando do caso com muita seriedade, temos um parque industrial e de fármacos relevante. Talvez não possamos substituir a China, mas sermos fontes alternativas de fornecimento.</p>
<h2>Mão federal</h2>
<p>Com a escassez da oferta e a disparada dos preços desde o fim de fevereiro, o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo defende que o governo entre em campo para viabilizar compras conjuntas no mercado internacional e regular os preços no Brasil, sob risco de inviabilizar o equilíbrio financeiro do setor de saúde.</p>
<p>— Sou a favor do livre mercado, mas num momento de crise como esse, o mercado não pode ser tão livre assim. É preciso que o governo federal atue — diz Yussif Mere Junior, presidente do Sindicado dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, que reúne estabelecimentos do setor privado.</p>
<p>A escassez de produtos básicos de proteção aos funcionários do setor de saúde tem levado ao desespero prefeituras do interior do país, que compravam de pequenas importadoras.</p>
<p>— Nosso problema não é só organizar o sistema para atender os pacientes da Covid-19, mas ter acesso aos materiais básicos necessários. Com o dólar a R$ 5, estamos em desvantagem e o governo não regula o mercado. Muitos produtos que precisamos foram exportados pelas empresas, porque está vantajoso vender no exterior e não aqui dentro — diz Januário Carneiro da Cunha Neto, integrante do Conselho de Secretarios Municipais de Saúde.</p>
<h2>Outros setores</h2>
<p>Os problemas enfrentados pelo setor de saúde para importar produtos da China também afeta outros segmentos da economia.</p>
<p>— Importo produtos ligados à cadeia de produção e o que temos visto é que está cada vez mais difícil comprar da China. Eles alegam que a situação deve piorar muito no país e estão ampliando as exigências ou jogando nossos pedidos para maio — disse um importador, que preferiu não se identificar.</p>
<p>Alguns alegam que agora os asiáticos só aceitam pagamento à vista, outros simplesmente pararam de fornecer para o Brasil.</p>
<p>Especialistas em mercado externo afirmam que o momento é desafiador, pela alta demanda de alguns produtos, impactos até hoje na produção chinesa — que ficou semanas paradas durante o pico da pandemia do coronavírus no país — e pela desestruturação do transporte internacional de mercadorias.</p>
<p>José Augusto de Castro, presidente em exercício da Associação de Comércio Exterior do Brasil , afirma que nunca viu um momento com este no comércio internacional:</p>
<p>—- A crise é muito forte, a procura por alguns produtos são muito efetivas e, neste cenário, há problemas. Quando todos querem o mesmo produto reage o capitalismo selvagem — disse.</p>
<p><a class="botao-noticia" href="https://lbca.online/coronavirus" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Confira as últimas atualizações jurídicas sobre o impacto do Coronavírus no Brasil e no mundo →</a></p>
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