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	<title>Arquivos Deep Throat - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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	<title>Arquivos Deep Throat - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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		<title>Maffeis defende direito ao sigilo quando não for verificada ofensa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Macedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Nov 2016 13:27:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>"Sigilo não é sinônimo de anonimato, proibido pela Constituição brasileira. As pessoas têm o direito de não revelar sua real identidade para fazer uma crítica de interesse público nas redes sociais”. Essa foi a tese defendida pelo diretor da LBCA, Ricardo Maffeis Martins, no seminário "Privacidade, Sigilo e Compartilhamento", dia 18/11, no Centro de Pesquisa e Formação do SESC.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Sigilo não é sinônimo de anonimato, proibido pela Constituição brasileira. As pessoas têm o direito de não revelar sua real identidade para fazer uma crítica de interesse público nas redes sociais, assim como aconteceu na década de 70, quando um diretor do FBI usou o codinome <em>Deep Throat</em> para passar informações aos jornalistas do <em>Washington Post</em> sobre o caso <em>Watergate</em>, que levaram à renúncia do então presidente Nixon. No Brasil, o compositor Chico Buarque, no tempo da ditadura, usou o pseudônimo Julinho da Adelaide para driblar a censura”. Essa foi a tese jurídica que o diretor da LBCA, Ricardo Maffeis Martins, defendeu no seminário &#8220;Privacidade, Sigilo e Compartilhamento&#8221;, no último dia 18 de novembro, no Centro de Pesquisa e Formação do SESC.</p>
<p>Para o diretor da LBCA, ainda existe uma confusão entre os dois conceitos, especialmente porque a Constituição Federal expressamente veda o anonimato (artigo 5º, inciso IV), regra que já existia desde a antiga Lei de Imprensa de 1967, em seu art. 7º: “no exercício da liberdade de manifestação do pensamento e de informação não é permitido o anonimato. Será, no entanto, assegurado e respeitado o sigilo quanto às fontes ou origem de informações recebidas ou recolhidas por jornalistas”.</p>
<p>No seminário, Maffeis explicou que o grande embate hoje se concentra na dosimetria entre os limites da liberdade de expressão e onde começa o direito à privacidade e à honra, com um diferencial: “antes da internet, as pessoas que se sentiam ofendidas com determinada publicação processavam os grandes grupos de comunicação. Atualmente, a ação judicial é contra o provedor (quem hospeda um site ou blog, por exemplo) e também contra a pessoa física, pela facilidade de qualquer indivíduo produzir conteúdo. Virou até profissão ser blogueiro ou <em>youtuber</em>”.</p>
<p>Em sua análise, Maffeis chamou a atenção para o fato de que ao ajuizar uma ação, quem se sente ofendido requer três medidas: remoção do conteúdo da internet, fornecimento dos dados do titular do canal/post e pedido de indenização moral. Segundo o advogado da LBCA, há quatro anos, os juízes mandavam o provedor suspender imediatamente a postagem, “hoje a análise é mais criteriosa e eles deixam para decidir sobre o conteúdo no julgamento do mérito”.</p>
<p>O grande entrave, contudo, para Maffeis, reside na concordância da Justiça em ceder &#8211; de imediato &#8211; os dados do autor do conteúdo impugnado. &#8220;Quando um individuo faz uma postagem, fica automaticamente registrado o IP, dado através do qual se poderá chegar à identidade do autor, de modo que não há anonimato. Assim, se na análise do mérito se verifica que houve crítica regular e não ofensa, a Justiça não deveria determinar a entrega dos dados”, disse, para validar sua tese.</p>
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