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	<title>Arquivos ESG e educação - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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	<title>Arquivos ESG e educação - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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		<title>ESG avança em educação e pesquisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ariene Alves Leite Pereira Moreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Dec 2022 13:33:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[consultoria ESG]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pelo seu caráter transdisciplinar, o ESG tem a ‘elasticidade’ para contemplar diferentes campos científicos de estudo e pesquisa</p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/esg-avanca-em-educacao-e-pesquisa/">ESG avança em educação e pesquisa</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“Se você perguntar o que transformará os negócios no futuro, acredito que serão as mudanças climáticas.”¹ Essa afirmativa é do reitor da Universidade da Columbia Business School, Costis Maglaras, e chega a causar perplexidade porque – como ele próprio afirma – tínhamos a certeza  que os negócios futuros seriam afetados pela tecnologia, dados e análises, jamais por um pilar ESG.¹</p>
<p>Análises tão surpreendentes quanto essa ajudam a explicar porque as Escolas de Negócios vinculadas às principais universidades do mundo estão acelerando a incorporação do ESG (boas práticas sociais, ambientais e de governança) em seus currículos.</p>
<p>A crise climática, a questão social e a moralidade na gestão estão postas e as empresas fazem parte da solução ao incorporarem em suas estratégias metas ambientais, de justiça social e de governança.</p>
<p>Assim sendo, torna-se necessário forjar alunos com novos perfis, menos preocupados com os lucros e acionistas, e mais voltados a adquirir competências sustentáveis, com os olhos fixos na viabilidade dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da <a href="https://www.jota.info/tudo-sobre/onu" target="_blank" rel="noopener">ONU</a>. Essas mudanças estão em curso, mas ninguém sabe responder em que ritmo elas acontecerão e em que nível afetarão o mercado por conta do acrônimo mais queridinho de Wall Street.</p>
<p>Educação, desenvolvimento humano e treinamento — que abrangem políticas, programas e atividades que vão desde o desenvolvimento da primeira infância e alfabetização até a educação formal para grupos marginalizados e habilidades para a força de trabalho — apresentam ações corporativas tangíveis e métricas de impacto quantificáveis ​​e bem pesquisadas para avaliar desempenho, o que permite uma ação corporativa intencional com impacto mensurável em todos os três pilares do <a href="https://www.jota.info/tudo-sobre/esg" target="_blank" rel="noopener">ESG</a>.</p>
<p>Sabemos, contudo, que tanto nos países ricos quanto nos pobres, a educação tem poucos recursos e apresenta baixo desempenho, representando riscos não apenas para a comunidade empresarial, mas também para a economia global e a sociedade em geral. Em último estudo realizado pela GBC Education, 1 em cada 2 jovens não está a caminho de ter as habilidades mais básicas para o emprego até 2030.</p>
<p>Em todo o mundo, 260 milhões de crianças estão fora da escola, e a pandemia resultou em 7 em cada 10 crianças em países de baixa renda incapazes de ler o texto básico aos 10 anos.</p>
<p>À medida que as empresas lutam para recrutar e reter talentos, formar forças de trabalho diversificadas, identificar novos mercados para expansão e garantir a sustentabilidade das cadeias de suprimentos, as tendências atuais em educação, se não forem abordadas, intensificarão as pressões e os riscos que as empresas enfrentam.</p>
<p>Dadas as correlações fortes e positivas entre educação de qualidade e crescimento econômico, resultados de saúde, desigualdade, estabilidade e ação climática, a educação é a chave para desbloquear fatores não financeiros que impedem a sustentabilidade dos negócios.</p>
<p>No cenário corporativo atual, as empresas tradicionalmente comprometidas com a educação como uma prioridade de impacto social estão encontrando dificuldades para justificar e integrar esses esforços em novas estruturas ESG vinculadas à mitigação de riscos e sustentabilidade. Da mesma forma, os profissionais ESG não veem, à primeira vista, a atuação na educação como um ponto de alavancagem para promover seus objetivos ambientais ou de governança.</p>
<p>Embora as métricas de divulgação atuais forneçam alguma estrutura para relatórios, elas não fornecem os meios para contextualizar como os esforços corporativos estão se conectando ao progresso social fundamental.</p>
<p>Isso criou um ambiente em que as empresas tendem a se concentrar em métricas de divulgação de diversidade, equidade e inclusão (DEI) e gerenciamento de capital humano (HCM) sem levar em consideração ações tangíveis de educação, desenvolvimento e treinamento que impulsionam as métricas e maior mudança.</p>
<p>Mas, ventos sopram para cenários também otimistas. Para quem gosta de rankings, o Corporate Knights², de uma empresa comprometida com a sustentabilidade e que elabora relatórios de pesquisa e classificação, como o ranking Global 100 Most Sustainable Corporations in the World, divulgado durante o Fórum Econômico Mundial, lançou seu ranking de MBAs de todo o mundo,</p>
<p>no qual traz 40 cursos que estão se reinventando para se adequarem aos pilares ESG, por enquanto, sem representantes brasileiros, mas que destaca que a European School of Management and Technology (ESMT) Da Alemanha, já disponibiliza 26% dos conteúdos do seu currículo de MBA voltados a questões éticas, sociais e ambientais.</p>
<p>Embora fora deste ranking, temos registrado o esforço de instituições de ensino brasileiras para incorporar os pilares ESG em seus currículos. Aqui, no Brasil, o ESG também vem encontrando espaço nos cursos de pós-graduação e na grade curricular, de forma transversal, em várias disciplinas não eletivas na graduação de faculdades de elite do país, estando também presente em cursos independentes, a exemplo do que aconteceu com o Compliance.</p>
<p>A maioria das pessoas irá se surpreender ao saber, por exemplo, que a Wharton School of Business da Universidade da Pensilvânia (EUA) já disponibiliza mais de 50 cursos de graduação e pós-graduação sobre impactos sociais e sustentabilidade. É a chamada explosão da demanda envolvendo o ESG nas escolas de negócios americanas, até porque as empresas também estão buscando no mercado colaboradores juniores na área, uma tendência que deve crescer.</p>
<p>E tudo isso pode ter relação com mudanças na percepção das pessoas, que se refletem no mercado. Uma pesquisa de fôlego da Edelman Trust Barometer-2022 ³com 36 mil entrevistados em 28 países apontou que os cidadãos que participaram da enquete acreditam que a liderança social mudou de mãos, tornou-se um problema mais do setor produtivo (das organizações) do que dos governos.</p>
<p>A pesquisa da Edelman explicitou que a sociedade está presa em uma espécie de ciclo vicioso de desconfiança, recaindo sobre dois pilares importantes: governo e mídia. Eles não foram considerados instituições confiáveis para superar os desafios mundiais, como a crise climática, a desigualdade econômica e a requalificação da força de trabalho.</p>
<p>Outro dado importante da pesquisa é que os entrevistados entendem que as empresas devem colocar o ESG, a sustentabilidade, no centro de sua estratégia de negócios.</p>
<p>Até em templos sagrados do livre mercado, como a Universidade de Chicago, onde o economista Milton Friedman reina há décadas na defesa do lucro e da prioridade dos acionistas, algumas mudanças curriculares estão em curso, consolidando  o reconhecimento de que o ESG é uma tendência de longo prazo, visto mais como um conceito e gerenciamento de risco.</p>
<p>Cursos da Harris School of Public Policy da Universidade de Chicago investigam os caminhos que levaram stakeholders a proporem que as empresas incorporem estratégias ESG em seus negócios.  E os exemplos vêm de todos os lados: a Ater School Business da Universidade de Nova York, por exemplo, também aderiu e criou um centro ESG.</p>
<p>Toda essa alquimia acadêmica demonstra que as pesquisas científicas estão sintonizadas com as demandas sociais que dão musculatura ao ESG. Demonstra também o quanto o tema é relevante e merece estar sob a lupa dos acadêmicos para explorar e explicar, levando para a sociedade os resultados práticos que possam desenvolver, alinhando suas propostas às necessidades planetárias por um desenvolvimento mais sustentável.</p>
<p>As pesquisas envolvendo sustentabilidade, contudo, não ficam somente na esfera teórica, um grupo de estudantes da Universidade do Colorado Boulder promove esse exemplo. Eles desenvolveram pellets de algas marinhas para agregar à ração do gado, que reduz o gás metano (um dos gases de efeito estufa) emitido pelos bovinos decorrente da fermentação entérica durante o processo digestivo dos animais. A pesquisa foi vencedora do prêmio New Venture Challenge Climate.</p>
<p>No repositório de teses de universidade americanas e europeias já encontramos teses que tratam de ESG pelo viés do mercado financeiro e no banco de teses da Universidade de São Paulo (USP), a instituição brasileira melhor colocada no Times Higher Education (THE), detectamos dissertação de mestrado, do ano passado, sobre armazenamento de carbono e impactos sobre o ESG.</p>
<p>Na conclusão, o autor recomenda que “a legislação e sobretudo as empresas operadoras devam se inspirar, adaptar e usar o Risk Based Process Safety (RBPS) – amplamente utilizado em nível mundial e aplicável à atividade de armazenamento de CO2 – para melhor gerenciamento dos riscos, incentivar o desenvolvimento de tecnologias específicas para monitoramento e prontidão dos sistemas, aumento da segurança de processos e garantia do atendimento às vertentes ESG…”4.</p>
<p>A produção acadêmica que começa a tomar corpo em torno do ESG é importante porque têm o condão de causar impactos sociais por meio da investigação conceitual. Enfim, a academia com seu rigor teórico-metodológico, poderá gerar novas reflexões e conhecimentos em suas abordagens científicas.</p>
<p>Pelo seu caráter transdisciplinar, o ESG tem a “elasticidade” para contemplar diferentes campos científicos de estudo e pesquisa. Das Ciências Humanas às Ciências Exatas, abrindo muitas oportunidades de novos saberes em diferentes campos de investigação e de desenvolvimento, devendo criar novos conceitos e paradigmas.</p>
<p>De acordo com Vikram Gandhi, ex-aluno e palestrante da Harvard Business School, uma das pioneiras nesse desafio ESG, dentro de cinco ou 10 anos, o curso que ele ministra sobre “Investimento de Impacto” será redundante porque  os pilares ESG constituirão uma agenda natural dentro das estratégias corporativas:</p>
<p>“Pense nisso: estamos em um estágio em que, como você pode ignorar o risco climático? Como você pode não focar nas desigualdades sociais e desigualdades de renda, e o que elas podem fazer para devastar este mundo? Como não focar na boa governança? Talvez você precise de alguma especialização só porque as áreas evoluem. Mas nosso objetivo é realmente incorporar isso [ESG] ao maior número possível de cursos para que nosso curso não seja mais necessário”<sup>5</sup>.</p>
<hr />
<p>¹ <a href="https://www.workfutures.io/p/we-are-tribal" target="_blank" rel="noopener">https://www.workfutures.io/p/we-are-tribal</a></p>
<p>² <a href="https://www.corporateknights.com/rankings/global-100-rankings/" target="_blank" rel="noopener">https://www.corporateknights.com/rankings/global-100-rankings/</a></p>
<p>³ <a href="https://www.edelman.com/trust/2022-trust-barometer" target="_blank" rel="noopener">https://www.edelman.com/trust/2022-trust-barometer</a></p>
<p>4 NUNES, Romario de Carvalho. <strong>O papel da pesquisa e desenvolvimento para o monitoramento das instalações de armazenamento de dióxido de carbono e sua relevância no contexto de ESG</strong>. 2021. Dissertação (Mestrado em Análise e Planejamento Energético) – Instituto de Energia e Ambiente, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021. doi:10.11606/D.106.2021.tde-17012022-233039.</p>
<p>5. <a href="https://www.riaintel.com/article/2aucu4e2wyzpnfui7buv4/the-big-question/why-vikram-gandhi-creator-of-harvards-impact-investing-course-hopes-to-stop-teaching-it" target="_blank" rel="noopener">https://www.riaintel.com/article/2aucu4e2wyzpnfui7buv4/the-big-question/why-vikram-gandhi-creator-of-harvards-impact-investing-course-hopes-to-stop-teaching-it</a></p>
<hr />
<p><strong>YUN KI LEE</strong> – Sócio da Lee, Brock, Camargo Advogados, mestre em Direito Econômico pela PUC-SP e professor de pós-graduação em Direito<br />
<strong>PATRICIA BLUMBERG</strong> – Diretora de ESG da Lee, Brock, Camargo Advogados e Master em Digital Communication pela Westminster Kingsway College London<br />
<strong>DANIELE GOBI DE AZEVEDO</strong> – Sócia da Lee, Brock, Camargo Advogados e presidente do Comitê de Diversidade &amp; Inclusão da LBCA.</p>
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