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	<title>Arquivos evironmental social and corporate governance - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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	<title>Arquivos evironmental social and corporate governance - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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		<title>Fator ambiental na agenda ESG foca um novo mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Macedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jun 2021 16:38:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[evironmental social and corporate governance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nas práticas ESG, o fator meio ambiente tem ganhado peso decisivo dentro dessa tríade. Confira na matéria dos sócios da LBCA.</p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/fator-ambiental-na-agenda-esg-foca-um-novo-mundo/">Fator ambiental na agenda ESG foca um novo mundo</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nas práticas ESG (Ambiental, Social e Governança, na sigla em inglês), o fator meio ambiente tem ganhado peso decisivo dentro dessa tríade, por ser uma temática que atinge a todos global e igualmente e tem um potencial transformador, ao envolver o conceito de desenvolvimento sustentável , que nasce no relatório Brundtland – Nosso Futuro Comum1, de 1987, elaborado pela pioneira Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU, definindo-o como o processo de corresponder às necessidade presentes, sem comprometer as necessidades das gerações futuras.</p>
<p>Com a pressão da opinião pública, de entidades como a ONU, a partir da fixação da Agenda 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)2, dos riscos globais apontados pelo Fórum Mundial3, da Cúpula do Clima e de relatórios que analisam as tendências mundiais, como o Global Trends 2040 – A More Contested World4, o mercado financeiro vem registrando o crescimento da demanda de investidores interessados em canalizar seus investimentos para “selos” ESG. E, a cada dia, surgem novos fundos para garantir rentabilidade e, ao mesmo tempo, dar sua contribuição às questões do desenvolvimento ambiental para todo o planeta, indistintamente.</p>
<p>Assim como o livro “Visão do Paraíso” do historiador Sérgio Buarque de Holanda (1977), que envolveu ampla pesquisa histórica, sendo fundamental para ajudar a entender nossas raízes e formação com base nas crônicas de viagem, mentalidade e imaginário dos navegantes durante o período dos descobrimentos; devemos buscar elos que nos auxiliem a decifrar o que buscam os novos investidores, que colocam cerca de US$ 30 trilhões em ativos na gestão de fundos ESG.</p>
<p>Nesse sentido, podemos utilizar a singularidade do passado para traçar um paralelo com o presente. Em que medida a defesa do meio ambiente, no contexto ESG, confirma a busca por uma nova visão de mundo? Como brasileiros e estrangeiros veem a Amazônia, o maior bioma brasileiro, e sua contribuição para superar os entraves climáticos e assegurar a sustentabilidade do planeta? Para responder essas perguntas, temos de analisar qual a mentalidade que norteia os novos investidores diante das rupturas trazidas pela pandemia da Covid-19, pelas mudanças climáticas e pela volatilidade política e econômica. Assim como Colombo classificou como “Paraíso Terreal” as novas terras que avistou, a geração millennial tem visto nas práticas ESG a possibilidade da construção de um “Novo Mundo”. Isso impõe uma nova realidade, na qual a NextEra Energy , maior produtora de energia eólica e solar do mundo, supera a petrolífera Exxon Mobil, em valor de mercado. A Exxon protagonizou um dos maiores acidentes ambientais da história, na década de 1980, quando seu petroleiro Exxon Valdez colidiu com recifes no Alasca e derramou no mar 11 milhões de galões de petróleo bruto. Esse desastre é considerado um marco na conscientização e no ativismo ecológico mundial.</p>
<p>Sergio Buarque de Holanda aponta que, para os navegadores, o Novo Mundo ganhou um significado: “Novo, não só porque ignorado, até então, das gentes da Europa e ausente da geografia de Ptolomeu, fora ‘novamente’ encontrado, mas porque parecia o mundo renovar-se ali , e regenerar-se, vestido de verde imutável, banhado numa perene primavera, alheio à variedade e aos rigores das estações, como se estivesse verdadeiramente restituído à gloria dos dias da Criação”. A idealização desse “Novo Mundo”, cantada em prosa e verso nas redes sociais, também está espelhada na agenda ESG.</p>
<p>Assim como na “Visão do Paraíso”, Sérgio Buarque Holanda quis entender as reais motivações da visão endêmica no descobrimento e, dessa forma, entender o universo mental dos navegantes e colonizadores de antiguidade clássica. Podemos, aí, buscar entender os motivos que estão levando os investidores a priorizar empresas com matriz ESG.</p>
<p>Essa lógica parece guardar a mesma aura do paraíso intocado da era das navegações. É uma meta que se deseja coletivamente alcançar de um Novo Mundo – melhor e mais justo para todos.</p>
<ul>
<li>Leia também: <a href="https://lbca.online/esg-entra-na-pauta-das-corporacoes-brasileiras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">ESG entra na pauta das corporações brasileiras</a></li>
</ul>
<p>Da mesma forma com que os navegantes ficaram maravilhados com as qualidades do Novo Mundo, construindo imagens mitológicas – entre elas a do Paraíso, que vem desde o Gênesis – os novos investidores compromissados com a agenda ESG, especialmente da geração millennials ou “Y”, que nasceram entre 1981 e 1996, querem investir em empresas sustentáveis, que ajudem a construir esse “Novo Mundo”. Atualmente, estima-se que essa geração totalize 75% da força de trabalho mundial e no Brasil somam 70 milhões de pessoas.</p>
<p>A Amazônia pode ter – ou não – a aura do paraíso terrenal da expansão ultramarina, mas a ciência já comprovou que a floresta em pé ajuda a estabilizar o clima do planeta e é fundamental para manter os chamados rios voadores, ou seja, massas de ar carregadas de vapor de água que levam chuvas para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, além de influenciar as chuvas em outros países da América Latina. Chuva que garante segurança hídrica e alimentar. O desmatamento da Amazônia traz, portanto, impactos ambientais para todo o mundo, muita turbulência à discussão ambiental e política no país e impacta a cadeia produtiva de empresas brasileiras, com reflexos sobre seus desempenhos.</p>
<p>Recentemente, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) informou que no mês de maio de 2021, pela primeira vez, os alertas de desmatamento na Amazônia Legal superaram 1.000km2. Cresceram 41% contra maio do ano passado e atingiram 1.180km2 , com tendência de alta diante da estação de estiagem que vem por aí. Qual será o impacto desses dados sobre as empresas brasileiras, mesmo que suas atividades não tenham correlação com o desmatamento da Amazônia e haja um compromisso efetivo com uma economia de baixo carbono? Fatalmente, será negativo.</p>
<p>A agenda ESG retoma a perspectiva da visão de um Novo Mundo, no qual as empresas assumam práticas mais sustentáveis e cumpram seu dever de ajudar a preservar e tornar o planeta socialmente mais equilibrado, porque seu papel não se resume mais a entregar uma performance financeira, devendo incluir compromissos sociais, éticos e ambientais. Torna-se necessário entender isso para chegar à visão dos navegadores do mercado financeiro. É como olhar na história quase 30 anos atrás, quando ocorreu a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992 (Rio-92), apontada como um marco mundial, na qual o Brasil sepultou definitivamente a ideia equivocada de que a defesa ambiental era um entrave ao crescimento econômico. Seu documento final, a Agenda 21, continua a ser extremamente atual pelos desafios que trouxe da construção de um mundo novo que, no mínimo, deveria ter o compromisso de mitigar as mudanças climáticas e respeitar a questão ambiental com o devido status de direito fundamental.</p>
<p><a class="botao-noticia" href="https://lbca.online/coronavirus" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Confira  as últimas atualizações jurídicas sobre o impacto do Coronavírus no Brasil e no mundo/a&gt;&lt;/a</a></p>
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