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	<title>Arquivos ford-brasil - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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		<title>Ford responde por 3,5 mil processos trabalhistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Macedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2021 17:12:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após fechamento no Brasil, Ford responde por aumento de reclamações trabalhistas. Ricardo Freitas, analisa o caso em matéria publicada pelo Valor. Confira.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ford vai deixar o Brasil, mas manterá, no país, um grande número de processos trabalhistas. Nos últimos cinco anos foram movidas 4.928 ações contra a companhia — a maioria delas, 3.535, ainda está em andamento no Judiciário (sem decisão definitiva ou em fase de execução e liquidação).</p>
<p>As disputas que vêm sendo travadas na Justiça Trabalho ao longo dos anos não têm sido fáceis para a montadora. Perdeu muito mais do que ganhou. Os trabalhadores foram atendidos em 2.312 processos  já julgados e tiveram os seus pedidos rejeitados em 783.</p>
<p>A maioria ingressou com ação para pleitear verbas trabalhistas. Há casos, também, de pedidos de indenização por danos morais, doença ocupacional, acidente de trabalho e pensão vitalícia.</p>
<p>Esses dados foram levantados pelo escritório <strong>Lee Brock Camargo Advogados</strong>.  A banca tem uma área especializada em inteligência artificial e consegue localizar os processos que estão nos bancos de dados do Poder Judiciário. Há uma equipe de advogados que auxilia na coleta das informações e também na interpretação dos dados.</p>
<p>“A projeção é de aumento significativo no volume de reclamações trabalhistas contra a montadora”, afirma <strong>Ricardo Freitas Silveira</strong>, responsável pela área de inteligência artificial do escritório, sobre o encerramento das operações da Ford no país.</p>
<p>O advogado diz que além de os resultados dos processos serem, historicamente, muito mais favoráveis aos trabalhadores, há concentração de ações em escritórios especializados em atuar contra a montadora. “Ou seja, os empregados serão abordados estimulados a ingressar com uma nova ação”, ele aponta.</p>
<p>Segundo consta no levantamento, os processos envolvendo a Ford estão concentrados em cinco advogados. Todos eles com registros para atuar no Estado de São Paulo.</p>
<p>É em São Paulo que está o maior número de processos. São 2.697 de todos os ajuizados nos últimos cinco anos no país. A quantidade se justifica pela presença da Ford no Estado. A montadora fechou a unidade de São Bernardo no ano de 2019 e mantém uma de suas maiores fábricas no município de Taubaté.</p>
<p>O valor médio das condenações aplicadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, que abrange 46 municípios do Estado, está em R$ 117 mil.</p>
<p>A Bahia, onde fica outra grande fábrica da Ford, aparece em segundo lugar na lista de Estados em que há processos contra a montadora. Foram ajuizadas, nos últimos cinco anos, 781 ações. No TRT da 5ª Região, que julga as questões trabalhistas no Estado, o valor médio das condenações foi de R$38,8 mil.</p>
<p>Ricardo Calcini, professor de direito do trabalho, diz que essa litigiosidade toda não é uma exclusividade da Ford. “As montadoras, em geral, têm muitos processos, assim como os bancos. Essa ideia que está sendo criada de que a Ford está saindo porque existe um número muito grande de ações trabalhistas não parece verdadeira. O segmento todo tem judicialização muito forte&#8221;, ele afirma.</p>
<p>Calcini entende que poderá haver ainda mais judicialização com o fechamento das fábricas, mas diz que isso poderá ser evitado se a empresa, por exemplo, disponibilizar um plano de demissão voluntário para os funcionários que estão na ativa. “É a melhor saída para resolver o problema trabalhista no futuro”, pondera.</p>
<p>Sobre os casos que estão em andamento, o professor não vê motivos para preocupação. A montadora deve manter um representante legal no Brasil e esse representante vai responder enquanto os processos não estiverem definitivamente encerrados.</p>
<p>“Nenhuma empresa consegue dar baixa no seu <a href="https://lbca.online/cnj-redobra-preocupacao-com-recuperacao-de-empresas/">CNPJ</a> no país sem estar com a situação fiscal e trabalhista em dia. A empresa vai continuar existindo juridicamente mesmo que não tenha mais atividade aqui”, frisa Ricardo Calcini.</p>
<p>Em nota, a montadora informa que “estamos em contato e trabalhando intensamente com entidades e parceiros para desenvolver um plano com objetivo de minimizar os impactos do encerramento da produção. A Ford está comprometida em cumprir todas as suas obrigações”.</p>
<p><a class="botao-noticia" href="https://lbca.online/coronavirus" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Confira  as últimas atualizações jurídicas sobre o impacto do Coronavírus no Brasil e no mundo/a&gt;&lt;/a</a></p>
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