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	<title>Arquivos IBM - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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	<title>Arquivos IBM - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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		<title>Escritórios já usam robôs que ajudam na escolha de estratégias nos tribunais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Macedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jan 2018 16:15:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, o sócio da LBCA, Solano de Camargo, explica a plataforma tecnológica pioneira que a banca implantou e as facilidades que ela trouxe para a gestão de processos de clientes corporativos. “Agora tudo é feito de forma virtual, os documentos possuem um QR Code e o cliente pode acessar todas as informações”, disse Camargo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Plataformas tecnológicas que indicam a tese jurídica mais adequada para um processo, robôs que elaboram petições, contratos e apontam o melhor viés de atuação em determinada vara ou tribunal. Atividades como essas, até pouco tempo exclusivas dos advogados, já são realidade no meio jurídico e utilizadas por alguns dos grandes escritórios nacionais. &#8220;Adotamos robôs para atividades mais simples e recentemente investimos em inteligência artificial para gerar ainda mais qualidade na elaboração de peças&#8221;, afirma Andressa Barros Figueiredo, sócia do Siqueira Castro Advogados Associados.</p>
<p>Para a advogada, esse aumento de qualidade seria conseguido por meio da capacidade do sistema de analisar a tendência de um magistrado, ou tribunais, ao julgar determinado tema. Com isso, a possibilidade de se promover uma defesa mais específica, com resultados mais favoráveis ao cliente, seriam maiores.</p>
<p>Há um ano e meio a banca investe em plataformas tecnológicas voltadas para a área jurídica, as chamadas &#8220;law techs&#8221;. São 20 profissionais, dentre eles um engenheiro, envolvidos na tarefa. &#8220;Temos intenção de investir em startups, pois há boas ideias para a área sendo desenvolvidas&#8221;, diz.</p>
<p>Em Recife, o octogenário escritório Urbano Vitalino Advogados adotou Carol para as atividades do dia a dia. O robô, assim batizado, extrai informações de processos, identifica, avalia e joga dados no sistema da banca. A assistente virtual é uma plataforma desenvolvida pela IBM.</p>
<p>&#8220;Carol analisa e entende as informações, toma decisões sozinha baseada no que aprendeu. Age como se fosse uma pessoa&#8221;, diz Cristiano Sobral, diretor-executivo do escritório. Nas duas próximas fases do sistema, que devem estar prontas até o fim do ano, será capaz de desenvolver estratégias de atuação a partir da análise de jurisprudência de todos os tribunais do país.</p>
<p>De acordo Urbano Vitalino Neto, diretor-presidente do escritório, no médio e longo prazos o sistema permitirá redução de 30% nos custos de tarefas repetitivas. O escritório administra 70 mil processos em juizados especiais e 25 mil na área trabalhista para clientes da área bancária, de saúde e varejo. &#8220;Não é uma redução de quadro que buscamos, mas melhorar a gestão, velocidade de apuração de informações e pesquisas, afirma.</p>
<p>Para o sócio da área de startups e inovação do TozziniFreire Advogados, Rodrigo Vieira, a adoção desses sistemas reduz o tempo de tarefas e gera economia. Além da diminuir possíveis erros e gerar uma capacidade de análise mais ampla.</p>
<figure id="attachment_5310" aria-describedby="caption-attachment-5310" style="width: 302px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-5310" src="https://lbca.online/site/wp-content/uploads/2018/01/Solano-Camargo.jpg" alt="O advogado e sócio da LBCA, Solano de Camargo, em entrevista ao jornal “Valor Econômico”" width="302" height="352" srcset="https://lbca.online/wp-content/uploads/2018/01/Solano-Camargo.jpg 302w, https://lbca.online/wp-content/uploads/2018/01/Solano-Camargo-257x300.jpg 257w" sizes="(max-width: 302px) 100vw, 302px" /><figcaption id="caption-attachment-5310" class="wp-caption-text">O advogado e sócio da LBCA, Solano de Camargo, em entrevista ao jornal “Valor Econômico”</figcaption></figure>
<p>Um dos escritórios pioneiros em adotar plataformas tecnológicas, o <strong>Lee, Brock, Camargo Advogados</strong> desenvolveu a partir de 2005 um sistema que hoje é capaz de informar a clientes com grande número de processos na Justiça, a quantidade de condenações, temas mais comuns, o que se ganhou ou perdeu, gastos com custas e honorários e acordos por períodos, por exemplo.</p>
<p>A partir desse panorama, diz <strong>Solano de Camargo</strong>, sócio da banca, é possível fazer previsões para os 12 meses seguintes, como provisões para as despesas geradas pelas ações judiciais e potenciais novos processos. Em uma etapa de &#8220;aconselhamento&#8221;, o sistema pode indicar se, em determinado processo, o melhor seria um acordo, o quanto deveria ser gasto nele, ou qual tomada de decisão mais adequada a partir do histórico processual da empresa.</p>
<p>De acordo com <strong>Camargo</strong>, na época em que foi adotado esse tipo de tecnologia, não existia nada pronto no mercado e por isso foi desenvolvida internamente no escritório, que hoje conta com 40 profissionais somente nessa área &#8211; programadores, engenheiro de produção e arquiteto de sistema.&#8221;Em 2005 quando ninguém falava de nuvem, abolimos o papel e estamos cada vez mais automatizados&#8221;, diz.</p>
<p>Aplicada aos clientes corporativos do escritório, a plataforma administra os contratos nacionais e internacionais de clientes para 13 países diferentes e indica quais estão perto do vencimento, se devem ser renovados, reajustes financeiros necessários. &#8220;Agora tudo é feito de forma virtual, os documentos possuem um QR Code e o cliente pode acessar todas as informações.&#8221;</p>
<p>Apesar de exceções, a inteligência artificial em escritórios de advocacia é algo recente, afirma o advogado Bruno Feigelson, presidente da Associação Brasileira de Lawtechs &amp; Legaltechs (AB2L), entidade fundada em março do ano passado. Até 2016, afirma, as bancas e empresas eram muito tradicionais e o investimento em tecnologia era algo secundário.</p>
<p>Segundo Feigelson, há quatro principais áreas de interesse do mercado jurídico atualmente. São as plataformas para fechar acordos em processos, sistemas de jurimetria (tenta antever como o magistrado julga determinado tema), automação de tarefas, como a elaboração de documentos e petições simples, e a busca, em bancos públicos de dados, de informações sobre pessoas físicas e jurídicas, como bens de devedores e mudanças legislativas por tema e área.</p>
<p>Para Feigelson, apesar de se dizer que os advogados poderão ser substituídos pelas máquinas, isso não ocorrerá. Apenas as funções vão mudar. &#8220;Aquelas repetitivas vão ser feitas por máquinas e as efetivamente intelectuais pelos advogados&#8221;.</p>
<p>Tiago Melo, doutor em gestão de negócios e executivo de produtos na Softplan, empresa de desenvolvimento de softwares de gestão, diz que os modelos que apontam teses jurídicas sempre exigirão um advogado para indicar erros e acertos. &#8220;Sem uma curadoria não há como ter um modelo bom&#8221;. De acordo com ele, apesar da curiosidade, a demanda por inteligência artificial ainda é baixa em relação ao potencial do mercado jurídico.</p>
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