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	<title>Arquivos Reclame Aqui - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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		<title>Cuidado com encrencas na loja. Saiba como evitar riscos jurídicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Macedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Mar 2016 19:50:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dois sócios da LBCA – Eduardo Brock e Tae Young Cho - concederam entrevista ao Diário do Comércio sobre como o varejo pode evitar riscos nas relações trabalhistas e de consumo.</p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/cuidado-com-encrencas-na-loja-saiba-como-evitar-riscos-juridicos/">Cuidado com encrencas na loja. Saiba como evitar riscos jurídicos</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Medidas preventivas podem barrar desgastantes disputas judiciais, que mancham a reputação do estabelecimento com clientes, funcionários e fornecedores.</p>
<p>Processo na Justiça desperta um verdadeiro pavor entre os empreendedores. Além dos custos financeiros com advogados e despesas com indenizações, a imagem da empresa pode ser seriamente comprometida – em tempos de sites como o Reclame Aqui e redes sociais, um cliente furioso pode causar tanto estrago quanto o martelo de um juiz.</p>
<p>Mas quem não deve não teme. Então, nada melhor do que medidas preventivas para evitar infortúnios judiciais.<br />
“O lojista deve mapear sua operação para mitigar possíveis riscos judiciais com antecedência”, afirma <strong>Eduardo Brock</strong>, sócio do escritório de advocacia <strong>Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA)</strong>.</p>
<p>Conheça os riscos judiciais mais comuns no varejo e sabia como prevenir processos de clientes, funcionários e fornecedores.</p>
<h3>CLIENTES</h3>
<p>Por mais que o empreendedor siga as regras do Código de Defesa do Consumidor (CDC), ainda há chances de conflitos com clientes. Em parte, o problema se inicia quando a empresa não resolve a demanda do cliente pelos canais de atendimento.</p>
<figure id="attachment_3955" aria-describedby="caption-attachment-3955" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-3955" src="https://lbca.online/site/wp-content/uploads/2016/03/Mat-Site-Tae.jpg" alt="TAE: FUNCIONÁRIOS INSATISFEITOS COM OS CANAIS DE ATENDIMENTO RECORREM À JUSTIÇA" width="300" height="350" srcset="https://lbca.online/wp-content/uploads/2016/03/Mat-Site-Tae.jpg 300w, https://lbca.online/wp-content/uploads/2016/03/Mat-Site-Tae-257x300.jpg 257w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-3955" class="wp-caption-text">TAE: FUNCIONÁRIOS INSATISFEITOS COM OS CANAIS DE ATENDIMENTO RECORREM À JUSTIÇA</figcaption></figure>
<p>“Atualmente, clientes que se sentem lesados após recorrer ao SAC tendem a abrir ações de consumo na Justiça”, afirma <strong>Tae Young Cho</strong>, advogada do escritório <strong>LBCA</strong> e professora de Direito Corporativo da Fundação Armando Álvares Penteado.</p>
<p>Além de processo por dano material, o consumidor pode recorrer à ação por danos morais quando o não cumprimento da relação de consumo fere sua honra &#8211; como ser maltratado por um vendedor ou passar por constrangimento público.</p>
<p>Outro caso é quando o dano causa frustração irreversível, como uma noiva que compra um vestido de casamento e não recebe o traje até o dia da cerimônia.</p>
<p>Para evitar problemas, além de seguir a riscas as normas de defesa do CDC, que deve estar à disposição do cliente na loja, empresas que possuem políticas que extrapolam as regras definidas por lei – como prazos mais longos para trocas e outros critérios para devolução de produtos –, devem comunicar as exceções por escrito aos clientes, seja em banners no caixa, menção na nota fiscal ou na etiqueta dos produtos.</p>
<p>Os próprios vendedores devem reforçar as políticas da empresa. Profissionais que comercializam produtos sem manual de instrução, como roupas, devem explicar suas características a fim de evitar danos nas peças por mau uso após a compra.</p>
<h3>FUNCIONÁRIOS</h3>
<p>Geralmente, ações trabalhistas são causadas por relações informais entre empregados e empregadores – o que, com frequência, costuma ocorrer principalmente em pequenas lojas.</p>
<p>São típicos exemplos de informalidade: não registrar a carteira de trabalho de um vendedor iniciante ou contratado em situação de urgência; não respeitar a jornada de trabalho; não pagar horas extras e usar profissionais auxiliares, como segurança e faxineira, sem contratos formais. Neste último caso, o maior perigo é o profissional exigir o reconhecimento do vínculo empregatício no futuro.</p>
<p>Outra fonte de problema é quando o funcionário recebe comissões ou outros rendimentos sem o devido registro na folha de pagamento. Por lei, a comissão faz parte do salário e deve compor a base para contribuições tributárias e previdenciárias.</p>
<figure id="attachment_3954" aria-describedby="caption-attachment-3954" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="size-full wp-image-3954" src="https://lbca.online/site/wp-content/uploads/2016/03/Mat-Site-Brock.jpg" alt="BROCK: ECONOMIA DE CUSTOS BASEADA EM INFORMALIDADE É DE ALTO RISCO" width="300" height="350" srcset="https://lbca.online/wp-content/uploads/2016/03/Mat-Site-Brock.jpg 300w, https://lbca.online/wp-content/uploads/2016/03/Mat-Site-Brock-257x300.jpg 257w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-3954" class="wp-caption-text">BROCK: ECONOMIA DE CUSTOS BASEADA EM INFORMALIDADE É DE ALTO RISCO</figcaption></figure>
<p>“Caso seja condenado em um processo, o lojista terá de pagar todos os valores que deve ao funcionário com incidência de atualização monetária, juros de 1% ao mês e contribuição previdenciária atrasada”, diz <strong>Brock</strong>. “Em determinados casos, o valor se torna muito alto e pode comprometer seriamente a empresa.”</p>
<p>A orientação dos especialistas é que o lojista busque a formalidade – por mais custoso e burocrático que seja.</p>
<p>Funcionários de segurança e limpeza podem ser contratados por meio de uma empresa terceirizada. Lojas com pico de vendas sazonais podem contratar funcionários temporários, com contratos que variam entre três e seis meses.</p>
<p>“Se o negócio não faturar o bastante para comportar funcionários formais, o próprio empreendedor terá de tocar a loja”, afirma <strong>Brock</strong>. “Qualquer tipo de economia baseada em informalidade é de alto risco.”</p>
<h3>FORNECEDORES</h3>
<p>É comum que pequenos lojistas dependam de um único fornecedor e que realizem contratos individuais a cada nova compra.</p>
<p>“Neste caso há risco de o lojista ficar à mercê de um fornecedor que pode alterar preços, formas de pagamento e prazos de entrega de forma repentina”, afirma José Vanildo Veras, vice-presidente da Associação das Empresas de Serviços Contábeis de São Paulo.</p>
<p>Muitas vezes, o fornecedor não age de má fé, pois seu negócio também sofre oscilações de mercado e macroeconômicas, como flutuação cambial e inflação.</p>
<p>No entanto, o problema para o lojista é não saber em que condições será feita a próxima compra.</p>
<p>A consequência de relações conflituosas com fornecedores, além de render ações na Justiça, incide na relação entre lojista e cliente final, que pode sofrer como a falta de produtos nas prateleiras, entregas fora do prazo e preços que sobem repentinamente para não causar rombo no caixa da loja.</p>
<p>Uma boa medida preventiva é o lojista alinhar expectativas de compras com fornecedores regulares. Em um único contrato de política de compras, o varejista pode apresentar um cronograma sobre as aquisições em longo prazo. Pedidos feitos com antecedência também podem render melhores negociações de preços – e evitar reajustes de última hora.</p>
<p>Grandes empresas têm o poder de ditar as regras da negociação com seus fornecedores, pois compram em grande volume e com maior frequência.</p>
<p>Essa vantagem é bem difícil para uma loja de pequeno porte. Uma alternativa para fazer frente ao jogo duro de um fornecedor durante a negociação é pequenos varejistas se unirem para realizar compras em conjunto de itens comuns a todos.</p>
<p>Outro cuidado importante é verificar se o fornecedor respeita as normas regulatórias de seu setor e não usufrui de práticas ilegais, como desrespeito às leis trabalhistas, tanto em sua operação quanto nas empresas que subcontrata.</p>
<p>Há o perigo de o lojista ser responsabilizado por atos ilegais de sua cadeia de fornecedores.</p>
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