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	<title>Arquivos Social - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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	<title>Arquivos Social - LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</title>
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		<title>Os desafios da comunicação ESG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ariene Alves Leite Pereira Moreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 14:56:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação ESG]]></category>
		<category><![CDATA[relatório ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Comunicar bem não é somente relatar dados, é demonstrar compromisso, coerência e responsabilidade.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A despeito dos diferentes níveis de comprometimento com o&nbsp;<a href="https://www.jota.info/tudo-sobre/esg">ESG</a>&nbsp;(boas práticas ambientais, sociais e de governança) ou do framework adotado (CSRD, GRI, SASB, ISSB etc.), a onda da sustentabilidade vem ganhando força no universo empresarial ao consolidar estratégias, impulsionar marcas e reforçar a necessidade de um legado positivo a ser deixado pelas empresas. Dentro dessa perspectiva, a divulgação das informações contidas nos relatórios ESG (obrigatórios ou voluntários) vem mudando a forma de como a comunicação corporativa cumpre seu papel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor de jornalismo Ciro Marcondes Filho nos explica a importância da comunicação: “Há uma formação cultural que nos ensina a nos relacionar com o outro na forma de aprendizagem e conhecimento. De fato, isso é inevitável e mesmo necessário. […] . Mas, assim como a informação é parte obrigatória e mesmo majoritária da relação do homem com o mundo, a comunicação é o salto qualitativo que identifica a mudança de planos ou níveis no próprio processo de vivência&#8221;.<sup>[1]</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira na íntegra:<a href="https://www.jota.info/opiniao-e-analise/colunas/praticas-esg/os-desafios-da-comunicacao-esg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> https://www.jota.info/opiniao-e-analise/colunas/praticas-esg/os-desafios-da-comunicacao-esg</a></p>
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		<title>Três fatores-chave nos relatórios ESG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Adm Sites]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 16:33:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[relatórios ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A importância dos Relatórios ESG está crescendo à medida que ampliam as estruturas que interagem com esses documentos.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Antes de ser visto como um desafio de difícil superação, os relatórios <a href="https://www.jota.info/tudo-sobre/ESG" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ESG</a> (boas práticas ambientais, sociais e de governança) devem ser vistos como uma oportunidade que se abre para as organizações. A situação pode ser comparada ao conto do escritor indiano Salman Rushdie “Bom conselho é mais raro que rubis”, que trata da história de Rehana, uma jovem indiana, de poucos recursos,  até o consulado britânico para tentar obter o visto para  ingressar no Reino Unido, onde se casará com um homem mais velho, cuja mão foi prometida pela família dela há muito tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela é abordada por um espertalhão, Muhammad Ali, que aponta dificuldades para vender facilidades para as mulheres indianas, especialmente as do interior, no sentido de “prover conselhos” (mais raros que rubis) para que obtenham seu visto. Encantado pela beleza da jovem, Muhammad acena até com a possibilidade de um passaporte falso, sendo rechaçado pela jovem, por um motivo que só será conhecido ao final do conto.<sup>[1]</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira na íntegra: <a href="https://www.jota.info/opiniao-e-analise/colunas/praticas-esg/tres-fatores-chave-nos-relatorios-esg" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.jota.info/opiniao-e-analise/colunas/praticas-esg/tres-fatores-chave-nos-relatorios-esg</a></p>



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		<title>Está aberta a temporada de reportes ESG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Adm Sites]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 17:33:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[relatórios ESG]]></category>
		<category><![CDATA[reportes ESG]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao coletar, analisar e sintetizar os dados deste ano para sustentar os relatórios ESG, as empresas brasileiras iniciam sua transição para a conformidade.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Este ano será decisivo para cerca de 700 empresas de capital aberto, fundos de investimento e companhias securitizadoras que precisam se preparar para atender obrigatoriamente, a partir de 2027, o novo marco regulatório de práticas <a href="https://www.jota.info/tudo-sobre/ESG" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ESG</a> do Brasil, demonstrando os impactos de seus negócios em relatórios financeiros voltados à sustentabilidade, com base no ano fiscal de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os relatórios devem empregar os padrões IFRS S1( mudanças climáticas) e S2 (riscos e oportunidades climáticas), do Conselho Internacional de Normas de Sustentabilidade (ISSB) para publicação de dados estruturados e uniformizados, conforme estabelecido pela Resolução 193 da Comissão de Valor Mobiliários (<a href="https://www.jota.info/tudo-sobre/CVM" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CVM</a>), considerada um avanço regulatório e pioneiro na América Latina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira na íntegra:<a href="https://www.jota.info/opiniao-e-analise/colunas/praticas-esg/esta-aberta-a-temporada-de-reportes-esg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> https://www.jota.info/opiniao-e-analise/colunas/praticas-esg/esta-aberta-a-temporada-de-reportes-esg</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Papel do ESG no setor de segurança</title>
		<link>https://lbca.online/papel-do-esg-no-setor-de-seguranca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Adm Sites]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 13:55:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Agenda ESG]]></category>
		<category><![CDATA[ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[setor de segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao aderir às diretrizes do ESG, o setor de segurança terá de construir uma trilha de transição para a conformidade ambiental, social e de governança</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Já faz tempo que investidores norte-americanos, por motivos religiosos e morais, não investiam em ativos das chamadas “indústrias do pecado” – tabaco, álcool, jogos de azar e armamentos. Agora, diante dos conflitos globais em curso, a segurança nacional voltou a entrar na agenda de prioridades de inúmeros países, com impactos no mundo, no <a href="https://www.jota.info/tudo-sobre/ESG" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ESG</a> (boas práticas ambientais, sociais e de governança) e no mercado de capitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números do setor de segurança são astronômicos e um exemplo vem dos Estados Unidos, que detém 40% do orçamento militar do mundo. Calcula-se que o país gastou cerca de US$ 300 mil por inimigo morto na Guerra do Vietnã, que, ao todo, atingiu a cifra de mais de US$ 160 bilhões. A proposta do presidente <a href="https://www.jota.info/tudo-sobre/Donald%20Trump" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Donald Trump</a> para o orçamento de defesa de 2026 chegou ao valor surpreendente de <a href="https://www.armscontrol.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">US$ 1 trilhão pela primeira vez na história</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira na íntegra: <a href="https://www.jota.info/opiniao-e-analise/colunas/praticas-esg/papel-do-esg-no-setor-de-seguranca" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.jota.info/opiniao-e-analise/colunas/praticas-esg/papel-do-esg-no-setor-de-seguranca</a></p>



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		<title>Resiliência ESG frente aos riscos geopolíticos</title>
		<link>https://lbca.online/resiliencia-esg-frente-aos-riscos-geopoliticos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Adm Sites]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 16:47:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
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		<category><![CDATA[Social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O risco geopolítico ganhou um protagonismo que nunca teve, superando até outras urgências globais, como a crise climática.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O crescimento das transformações geopolíticas em todo o mundo está contribuindo para aumentar as turbulências econômicas, políticas e as mudanças regulatórias, afetando cadeias produtivas, gerando incertezas e ameaçando a continuidade de negócios, além de incrementar o risco das corporações que assumiram responsabilidades ambientais, sociais e de governança (<a href="https://www.jota.info/tudo-sobre/ESG" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ESG</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se é verdade que as crises remodelam os negócios, o papel da geopolítica ganha ainda mais importância, uma vez que é apontada como um dos desafios críticos da próxima década. A formulação de seu conceito já atravessou quase um século. Inicialmente foi introduzida por Rudolf Kjellén, cientista conservador sueco, no início do século 20, para tratar as relações entre o poder político e o espaço geográfico, mas foi abandonada na Segunda Guerra Mundial por ter adquirido um peso ideológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito foi retomado na década de 1990, preocupando-se “com o discurso político entre atores internacionais resultante de todos os fatores que determinam a importância política e econômica da localização geográfica de um país”, explica o professor norueguês <a href="https://www.researchgate.net/profile/Ole-Gunnar-Austvik/publication/323990484_Concepts_of_Geopolitics_and_Energy_Security/links/5ab649260f7e9b68ef4dd039/Concepts-of-Geopolitics-and-Energy-Security.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ole Gunnar Austvik</a>, da Escola de Governo de Harvard.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira o artigo na íntegra: <a href="https://www.jota.info/opiniao-e-analise/colunas/praticas-esg/resiliencia-esg-frente-aos-riscos-geopoliticos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Resiliência ESG frente aos riscos geopolíticos</a></p>
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		<item>
		<title>Agendas ESG e ODS se encontram na COP30</title>
		<link>https://lbca.online/agendas-esg-e-ods-se-encontram-na-cop30/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Macedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2025 20:44:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
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		<category><![CDATA[Social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A convergência das agendas ESG, ODS e COP30 pode se constituir em uma ferramenta poderosa para atingir um mundo mais justo, inclusivo e sustentável. </p>
<p>O post <a href="https://lbca.online/agendas-esg-e-ods-se-encontram-na-cop30/">Agendas ESG e ODS se encontram na COP30</a> apareceu primeiro em <a href="https://lbca.online">LBCA | Lee, Brock, Camargo Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">À medida que o mundo se aproxima da <a href="https://www.jota.info/tudo-sobre/cop30" target="_blank" rel="noreferrer noopener">COP30</a>, o alinhamento entre ESG e ODS se apresenta como um imperativo estratégico para construir uma economia verdadeiramente sustentável, resiliente e capaz de responder aos desafios do Acordo de Paris e do século 21, tendo o Brasil como o anfitrião, responsável por dar o “tom certo” a esses debates que buscam soluções viáveis para a crise climática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A 30ª Conferência das Partes ou Conferência da ONU para a Mudança do Clima, a COP30, é um espaço de negociação global que define marcos e diretrizes mundiais para a transição de baixo carbono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto os critérios ESG constituem boas práticas ambientais, sociais e de governança, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) atuam como guias estratégicos para que as empresas alinhem suas operações diante da nova realidade ambiental e social que vivemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A possível convergência das agendas ESG, ODS e COP30 pode se constituir em uma ferramenta poderosa para atingir um mundo mais justo, inclusivo e ambientalmente sustentável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No epicentro da sustentabilidade vive-se um momento crítico imposto pelos impactos das mudanças climáticas e pelas crescentes demandas por sustentabilidade de diferentes atores públicos e privados dentro do novo redesenho da geopolítica mundial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agrega-se a esses fatores a expectativa em torno dos resultados da COP30, que ocorrerá em novembro, na cidade de Belém (PA), em um contexto capaz de integrar essas três agendas internacionais, esperando que os países participantes exponham metas tangíveis e compromisso genuíno para limitar o aquecimento global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fato de o ESG orientar empresas e investidores a repensar estratégias diante dos riscos e oportunidades socioambientais e os ODS definirem como promover um desenvolvimento sustentável e inclusivo evidenciam que, para enfrentar a crise climática, interesses corporativos e políticas públicas precisam ser entendidos de forma sinérgica, ampliando o impacto positivo de cada ação em um fórum mundial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A despeito de o prazo dos ODS se encerrar em 2030, muitas metas podem, e devem, ser alcançadas de forma escalonada, com acompanhamentos regulares, conforme os desafios regionais e avanços tecnológicos. Essa dinâmica de monitoramento e adaptação é essencial para garantir que, ao se aproximar do prazo estabelecido, os ODS continuem a ser avaliados de forma consistente para mensurar se os esforços obtidos têm consistência e impactos para todos os stakeholders (partes interessadas).</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>LEIA MAIS: </strong><a href="https://lbca.online/integracao-dos-sistemas-de-ia-nas-praticas-esg/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Integração dos sistemas de IA nas práticas ESG</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A convergência entre ESG, ODS e COP 30 tem como ponto de ligação a inovação e a transfomação dos modelos tradicionais de negócios. Em um cenário onde as exigências dos stakeholders por transparência, ética e responsabilidade social aumentam, a COP30 pode catalisar mudanças e incentivar a adoção de novas práticas ESG em coligação com os ODS no nível dos Estados participantes, com reflexos nas empresas e nas mais diferentes comunidades de todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também pode ser uma oportunidade para influir em um redesenho das práticas de governança e gestão, a partir da consolidação de uma cultura de participação ativa e transparente. No futuro, poderemos ver planos de ação que mergulhem a fundo na realidade das demandas das partes interessadas, promovendo mudanças significativas que vão além de promessas e declarações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, as corporações terão que ir além do cumprimento meramente simbólico dessas agendas, assimilando critérios de sustentabilidade de forma integrada e mensurável em suas estratégias. A COP30, ou “COP das Florestas”, como vem sendo denominada, não simbolizará apenas o compromisso global com o meio ambiente, mas também coloca em prática a necessidade urgente de ações que ajudem a concretizar o desenvolvimento sustentável em todos os níveis, como antecipar prazos para atingir emissões líquidas zero e acelerar o financiamento da agenda climática, voltada a reunir recursos para ações de adaptação ou mitigação do clima para os países mais vulneráveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração fortalece o papel dos investidores e de outros agentes econômicos na demanda de uma governança mais robusta, capaz de lidar com os impactos das mudanças climáticas e de questões sociais emergentes. Esse movimento também impulsiona a adoção de métricas e indicadores que permitam acompanhar a eficácia das ações implementadas, promovendo um ciclo virtuoso de aprendizado e aprimoramento contínuo na gestão de riscos e oportunidades.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não à toa que o engajamento multissetorial, em forma de mutirão global foi evocado, em março, na primeira carta enviada à comunidade internacional pelo embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30. Não faltam exemplos de que o setor produtivo tem entendido que a sustentabilidade e a economia circular são boas para os negócios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa norte-americana Enphase Energy é uma das dez mais sustentáveis do mundo, com consistentes métricas ESG e redução de CO2 em alinhamento com os ODS. Suas operações abrangem da pesquisa à distribuição de energia solar, passando por armazenamento, tecnologias facilitadoras e otimização deste tipo de energia limpa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa relatou que reciclou 100% dos resíduos perigosos e definiu metas de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de Escopo 2 e 3.&nbsp;E, no Brasil , segundo pesquisa da Câmara Americana de Comércio (Amcham), que ouviu 401 empresários que respondem por faturamento de R$ 2,9 trilhões anuais, 76% empresas adotam práticas sustentáveis, um crescimento de 5 pontos percentuais em relação a 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atender às exigências globais emergentes, como a redução de emissões, o desenvolvimento de mercados de carbono e a implementação de uma taxonomia sustentável, vem se consolidando como um caminho sem volta na trajetória de transição energética do mundo. Esses elementos reforçam a necessidade de que as organizações se adaptem às mudanças regulatórias, promovendo um ambiente de negócios resiliente e competitivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste sentido, a COP30 pode atuar como um catalisador para o desenvolvimento e aplicação de medidas regulatórias. As empresas que integram práticas ESG tendem a se sair melhor, porque já incorporam critérios que podem mitigar riscos climáticos, melhorar a transparência e fortalecer a governança interna.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>VEJA MAIS: <a href="https://lbca.online/dupla-materialidade-ganha-forca-no-cenario-esg/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dupla materialidade ganha força no cenário ESG</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa convergência é estratégica para o fortalecimento dos mercados financeiros, já que os investidores estão cada vez mais atentos a indicadores de sustentabilidade e a riscos associados às mudanças climáticas, o que pode resultar em maior acesso à capital e a uma competitividade ampliada no mercado global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A interação também impulsiona a inovação, estimulando o desenvolvimento de tecnologias e modelos de negócio que facilitam a transição para a economia de baixo carbono. A COP30 poderá reforçar compromissos globais e evidenciar oportunidades para que empresas e governos trabalhem em conjunto para criar soluções que promovam impactos socioambientais positivos, consolidando o papel do ESG como componente essencial de estratégias corporativas e políticas públicas sustentáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No espaço da COP30, as interligações entre ESG e ODS ganham novas formas de escuta, capazes de narrar crises, mas também apontar soluções, mediante um movimento global de convergência em direção a práticas mais responsáveis e de longo prazo. Será uma nova forma de coletar e interpretar dados e opiniões sobre sustentabilidade em busca de uma resposta global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, fóruns colaborativos abrem espaço para que comunidades, cientistas, representantes de minorias e especialistas de diversas áreas dialoguem de forma horizontal, permitindo que propostas se alinhem ao núcleo oficial, de maneira genuína para somar as demandas dos diversos atores sociais. Esse movimento não só amplia a legitimidade dos processos decisórios, mas também engrandece a compreensão dos impactos a curto, médio e longo prazos das questões ambientais e sociais do planeta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">______________________________________________________________________________________________________________________</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ricardo Freitas &#8211; Sócio da Lee, Brock, Camargo Advogados, doutor em Direito Constitucional pelo IDP, mestre em Direito, Justiça e Desenvolvimento pelo IDP e especialista em Negócios Sustentáveis pela Cambridge University</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tereza Cristina Oliveira &#8211; Sócia da Lee, Brock, Camargo Advogados, mestre em Direito Político e Econômico pelo Mackenzie, pós-graduada em Processo e Direito Civil pela EPD e MBA de Gestão de Empresas pela FGV</p>
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		<title>O ESG inicia uma fase de resiliência?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ariene Alves Leite Pereira Moreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Dec 2024 19:32:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[EUDR]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Resiliência]]></category>
		<category><![CDATA[Social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em breve a resiliência do ESG entrará em teste diante das mudanças geopolíticas, econômicas, de conformidade legal e do mercado de capitais.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="https://www.jota.info/tudo-sobre/esg" target="_blank" rel="noopener">ESG</a> (boas práticas ambientais, sociais e de governança) neste final de ano entra em uma fase que podemos denominar de “resiliente” em termos globais e corporativos diante da série de mudanças geopolíticas, econômicas, de conformidade legal e do mercado de capitais.</p>
<p>A <a href="https://www.unpri.org/pri-blog/progressing-responsible-investment-in-toronto-reflections-from-pri-in-person-2024/12823.article" target="_blank" rel="noopener">frase do economista e banqueiro canadense Mark Carney</a>, que ficou famosa, parece se cumprir: “Vocês são a primeira geração de investidores a entender como incluir os riscos climáticos, mas também são a última geração que pode fazer algo para mitigar os riscos climáticos”. O comentário contém os ditames para impulsionar ou impor limitações ao ESG.</p>
<p>O conceito de resiliência é polissêmico. No dicionário, o significado está ligado à capacidade de um corpo retornar à sua forma original depois de um stress/deformação.</p>
<p>Cientificamente, a resiliência pode ser considerada um conceito de “fronteira”, ao oferecer grande flexibilidade de interpretação e permitir compartilhar diversos entendimentos entre diferentes comunidades epistemológicas; assim como pode ser entendida como um conceito “ponte”, isto é, permite estabelecer entendimento entre diferentes práticas de pesquisas transdisciplinares.</p>
<p>Em suma, é considerada por vários teóricos como um conceito que se assemelha a uma ferramenta que permite viabilizar diferentes trajetórias diante de incertezas, por isso mesmo cabe ao ESG como luva neste momento.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>LEIA MAIS: <a href="https://lbca.online/esg-e-ods-18-impulsionam-a-equidade-etnico-racial/" target="_blank" rel="noopener">ESG e ODS-18 impulsionam a equidade étnico-racial</a></strong></p>
<p>No plano global, sem entrar no julgamento de mérito que envolve a questão, o ESG sofre um revés com o adiamento por um ano da aplicação da regulamentação ambiciosa do EUDR (Regulamento de Desmatamento da União Europeia) pela Comissão Europeia, de 30 de dezembro de 2024 para 30 de dezembro de 2025.</p>
<p>O adiamento ocorreu após reclamação de inúmeros países – inclusive o Brasil – de que seria impossível para as empresas cumprirem os requisitos de due diligence na cadeia de suprimentos de sete commodities (carne bovina, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja e madeira), especialmente quanto à verificação de rastreamento da produção para verificar se está livre de desmatamento e em conformidade com a legislação do país de origem.</p>
<p>O EUDR surgiu para assegurar que produtos comercializados na União Europeia, que chegam à casa e à mesa dos europeus, não sejam provenientes de áreas desmatadas, sinalizando uma forma prática de combate às mudanças climáticas.</p>
<p>O Parlamento Europeu também propôs categorias de países, na escala de risco zero, baixo, padrão e alto. Esse <em>benchmarking</em> do ranking de países ainda deve ser concluído até junho de 2025 e o Brasil dificilmente obterá classificação favorável. Quanto mais baixo o perfil de risco, mais simplificada será a due diligence e certificações necessárias para satisfazer o EUDR.</p>
<p>Um exportador para a União Europeia somente seria considerado originário de país sem risco na esfera do EUDR em três casos: quando o desenvolvimento da área de floresta estiver estável ou não apresentar aumento comparativamente a 1990; se o país do exportador tiver assinado o Acordo de Paris e convenções internacionais sobre direitos humanos e prevenção do desmatamento (não especificadas) e se as regulamentações contra desmatamento e conservação  são aplicadas e monitoradas nacionalmente.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA TAMBÉM: <a href="https://lbca.online/qual-o-nivel-de-resiliencia-do-esg/" target="_blank" rel="noopener">Qual o nível de resiliência do ESG?</a></strong></p>
<p>A União Europeia divulgou <a href="https://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/?uri=CELEX%3A52024XC06789" target="_blank" rel="noopener">FAQs (perguntas e respostas mais frequentes) e o Guidance Document</a>, com conceitos-chave que vem auxiliando os exportadores a tirar dúvidas sobre definições e execução do EUDR.</p>
<p>As empresas vinham criticando que a lei antidesmatamento não trazia detalhamento sobre os KPIs (indicadores-chave de desempenho), além de estabilidade e crescimento de áreas florestais, dentre outros temas. O prazo ampliado da EUDR permitirá às companhias ganhar tempo para viabilizar a rastreabilidade, com coordenadas de GPS, de suas cadeias de suprimentos.</p>
<p>Na esfera norte-americana, o impacto que o governo do presidente eleito Donald Trump terá sobre o ESG ainda não pode ser mensurado. Porém, há quatro pontos com possibilidades de possíveis retrocessos. Inicialmente, há forte expectativa de desaceleração da política climática na administração trumpista, que pode levar a uma nova saída dos EUA do Acordo de Paris, como aconteceu na primeira gestão Trump.</p>
<p>Para a <a href="https://www.newyorker.com/news/the-lede/at-cop29-the-sun-sets-on-us-climate-leadership" target="_blank" rel="noopener">jornalista ambientalista Elizabeth Kolbert</a>, nessa segunda oportunidade pode ser pior se os EUA se retirarem também do tratado da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, origem do Acordo de Paris, ratificado pelo Senado dos EUA. Seria uma saída sem volta porque precisaria do apoio de 2/3 daquela Casa legislativa, de maioria republicana, para retornar.</p>
<p>No próximo ano, também pode tomar corpo a ausência dos EUA na mesa de negociações da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será em Belém do Pará, com uma pauta fundamental sobre financiamento e cumprimento das Convenções-Quadro do Clima.</p>
<p>Na COP29, realizada neste ano em Baku (Azerbaijão), foi proposto um financiamento de US$ 300 bilhões para que países menos desenvolvidos consigam responder aos impactos das mudanças climáticas. O montante foi considerado irrisório, pois deveria ser de, no mínimo, US$ 1 trilhão/ano.</p>
<p>Nessa equação, ganha importância a posição de descrédito da administração Trump diante do ESG. As empresas norte-americanas podem sofrer campanhas para reduzir ou encerrar seus programas de Diversidade, Equidade e Inclusão, o que Trump já prometeu fazer no âmbito da administração federal.</p>
<p>Nesse tipo de ofensiva, as regras para divulgação climática da SEC (Securities and Exchange Commision) não devem avançar, embora já estejam sofrendo questionamentos na Justiça, especialmente a chamada regra climática e de divulgações climáticas, que envolve a obrigação de as empresas relatarem emissões de escopo 1 e 2.</p>
<p>A SEC abriu mão da divulgação de Escopo 3. Nos tribunais, as companhias questionam que a SEC excedeu sua autoridade estatutária ao definir regras relacionadas ao clima. Ela estaria limitada a exigir relatórios para informação e proteger os investidores.</p>
<p>Há outros fatores indiretos que servem de contrapeso na balança do ESG norte-americano, como a nomeação de Lee Zeldin para a Agência de Proteção Ambiental americana (EPA). Advogado, parlamentar e ex-candidato derrotado a governador da Nova York em 2022, ele não teria credenciais ambientais ideais. Na verdade, sua missão seria cortar recursos da EPA e impedir restrições à indústria de combustíveis fósseis. Com essa meta, a EPA pode rever as regulamentações ambientais estabelecidas durante a era Biden, consideradas um avanço.</p>
<p>Também se espera que tenha lugar uma “guerra ESG estadual dentro dos Estados Unidos”, onde estados governados por republicanos devem flexibilizar regulamentações ambientais e sociais; enquanto estados liderados por democratas devem ampliar a legislação ESG, como já faz a Califórnia. Para evitar essa polarização, as empresas terão de investir nas comunicações ESG para evitar que sejam mal-interpretadas.</p>
<p>Contudo, as empresas norte-americanas que fazem negócios com a União Europeia não poderão ignorar a Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa (CSRD), que começa a valer no próximo ano, com base no ano fiscal de 2024.</p>
<p>São cerca de 50 mil empresas europeias e 10 mil estrangeiras, com filiais ou subsidiárias com faturamento líquido de US$ 165,3 milhões na UE ou com ações e títulos listados no mercado europeu. A divulgação do relatório é obrigatória e pretende construir um cenário padronizado de riscos, impactos e oportunidades ESG.</p>
<p>No âmbito das corporações, os desafios ESG são inúmeros e há gestores “queimando seus navios”. Há séculos, os grandes conquistadores queimavam seus navios ao chegar a uma terra a ser conquistada, de Agátocles de Siracusa a Hernán Cortés no México, para avisar sua tripulação que não haveria volta possível.</p>
<p>Em muitas corporações, pode haver um aviso inconteste de que a única rota possível é seguir adiante, não há possibilidade de voltar atrás no caso da adoção de estratégias ESG. Como bem diz São Tomás de Aquino, “se a meta principal do capitão fosse preservar o barco, ele o manteria no porto”.</p>
<p>Em meio a uma resiliência presente no cenário ESG no futuro próximo, o Brasil segue sua jornada própria, sendo que o Ministério da Fazenda abriu consulta pública sobre a Taxonomia Sustentável Brasileira na plataforma Participa+Brasil, em duas fases. Na primeira, até 31 de janeiro de 2025, é possível enviar sugestões sobre os critérios metodológicos e indicadores de desempenho para mitigação, impactos ambientais, equidade de gênero, etnia-raça e Monitoramento, Relato e Verificação (MRV). Na segunda fase, de 1 de fevereiro a 31 de março, será possível encaminhar sugestões de limites técnicos, critérios para adaptação às mudanças climáticas e salvaguardas setoriais.</p>
<p>Em paralelo, o grande projeto que o Brasil vem estruturando para estar operacional na COP30 é o Tropical Forest Forever Facility (TFFF), uma espécie de fundo garantidor de crédito, para implantação em escala global. Pretende atrair a adesão de países com florestas tropicais e de grandes investidores para captar recursos ( US$ 125 bilhões) visando manter florestas em pé.</p>
<p>O pagamento a quem mantiver ou recuperar áreas florestais degradadas será feito com base em imagens de satélite, um critério simples e objetivo. As florestas ficam com a diferença entre os rendimentos e o excedente obtido pelo fundo.</p>
<p>Nesse caldo de expectativas e contradições, as reações pró-ESG estão vindo de organizações não governamentais, que também sabem ser resilientes, e atuam em prol de uma transição para uma economia de zero carbono justa e sustentável, que defenda melhores práticas para mitigar os riscos das mudanças climáticas, fomentando o engajamentos de empresas.</p>
<p>Isso passa pela elaboração de planos de transição climática com metas e práticas, divulgadas publicamente, planejamento estratégico e sustentabilidade integrada aos negócios. Tudo isso irá ajudar a moldar o futuro do ESG, como sendo mais ou menos resiliente.</p>
<hr />
<p class="sc-kAkpmW QkiZI">Yun Ki Lee</p>
<p class="sc-gFVvzn jLjRLZ" role="description">Sócio da Lee, Brock, Camargo Advogados. Doutorando em Direito Internacional Privado pela USP, mestre em Direito Econômico pela PUC-SP e professor de pós-graduação em Direito</p>
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		<title>O potencial da comunicação nos pilares ESG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ariene Alves Leite Pereira Moreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Dec 2024 14:21:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiental Social e Governança]]></category>
		<category><![CDATA[boas práticas e governança]]></category>
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		<category><![CDATA[greenwashing]]></category>
		<category><![CDATA[relatorio]]></category>
		<category><![CDATA[riscos]]></category>
		<category><![CDATA[Social]]></category>
		<category><![CDATA[stakeholders]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para garantir uma boa aplicação do ESG é necessário praticar uma comunicação consistente, objetiva e transparente, que consiga ser entendida por todas as partes interessadas.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A comunicação no universo <a href="http://jota.info/tudo-sobre/esg">ESG</a> (boas práticas ambientais, sociais e de governança) se tornou um assunto sensível, capaz de gerar polêmicas e riscos, inclusive reputacionais, para as organizações. É necessário praticar uma comunicação consistente, objetiva e transparente, que consiga ser entendida por todas as partes interessadas (investidores, clientes, fornecedores, funcionários, parceiros negociais, agências reguladoras, comunidade etc.).</p>
<p>Segundo <a href="https://www.bakermckenzie.com/-/media/files/insight/publications/2024/the-year-ahead-report-2024.pdf">pesquisa da Backer MacKenzie 2024</a>, 73% das companhias entrevistadas têm a percepção de que o greenwashing (alegações enganosas ou exageradas sobre os dados de sustentabilidade da empresa), se tornou um risco concreto para elas, daí o peso e importância da comunicação.</p>
<p>O ESG está mais voltado a uma comunicação estratégica, aquela que não é tão centrada na mensagem, mas nos públicos, por isso os stakeholders (partes interessadas) possuem um papel tão relevante. Cada parte terá um foco de maior interesse e comporá um mosaico de perspectivas.</p>
<p>Os investidores, por exemplo, podem se concentrar na governança e fatores regulatórios; enquanto clientes, nos avanços climáticos e seus impactos e os funcionários, em salários justos e questões de gênero.</p>
<p>Para acertar na comunicação, as empresas terão de saber qual tom adotar, além de manterem-se fiéis aos dados apurados para evitar uma acusação de <em>greenwashing</em>, desencadeando reações adversas, especialmente em tempos de desinformação (criação e compartilhamento de conteúdos falsos). Assim sendo, a questão da veracidade das informações torna-se ainda mais fundamental para não dar margem às interpretações errôneas.</p>
<p>Diante do incremento da conscientização das partes interessadas, a comunicação corporativa sobre o ESG enfrenta um verdadeiro “pente fino”. Para vencer essa possível ameaça, a comunicação terá de ser mais alinhada e precisa aos números corporativos, dosando os sucessos e insucesso, sem exagerar no primeiro e esconder o segundo. A melhor comunicação é a quela que se expande ao longo da cadeia de valor, detectando o progresso de práticas de sustentabilidade percorridas pelos parceiros no sentido de obter um impacto positivo e inspirador.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA MAIS: <a href="https://lbca.online/esg-e-ods-18-impulsionam-a-equidade-etnico-racial/" target="_blank" rel="noopener">ESG e ODS-18 impulsionam a equidade étnico-racial</a> </strong></p>
<p>Para falar a esse público essencial à comunicação ESG, torna-se necessário promover a avaliação da materialidade das partes interessadas. Nesse caminho, três passos são fundamentais: primeiro, mapear o universo dos grupos de stakeholders internos e externos e seu nível de relevância para a empresa. Em segundo, assegurar que esse universo de stakeholders expresse diversidade no sentido de oferecer diferentes pontos de vista sobre os desafios organizacionais. E, em terceiro, encontrar o ponto de equilíbrio entre o número representativo de stakeholders e o nível de engajamento.</p>
<p>O apetite por informações ESG só cresce em todo o mundo e os dados de autoavaliação das corporações contidos nos Relatórios ESG constituem um ponto de comunicação sujeito a escrutínios. Os relatórios surgiram como forma de os investidores tomarem decisões informadas sobre iniciativas sustentáveis das empresas, mas se expandiram e atualmente revelam o cerne do negócio.</p>
<p>A maioria das empresas utiliza como base para seus relatórios alguns frameworks do mercado, como o Global Reporting Initiative (GRI), Carbon Disclosure Project (CDP) Sustainability Accounting Standards Board (SASB), dentre outros; mas cada companhia promove uma adaptação, conforme suas necessidades e desempenho, já que as métricas ESG variam de país para país. Mais: cada companhia tem sua forma de se comunicar.</p>
<p>Na comunicação do ESG, o conceito de transparência torna-se fundamental porque implica na visibilidade dos dados que não eram até então publicamente divulgados. Além disso, agora eles são produzidos em maior ritmo e com riqueza de detalhes. Ao alcançar este patamar, a empresa volta-se para a responsabilização e o comprometimento das questões que envolvem o interesse público, assegurando a todos os stakeholders ampla acessibilidade às informações produzidas pela organização.</p>
<p>No caso da comunicação relativa aos relatórios ESG, surge uma nova tese sobre a existência de possíveis métricas “tendenciosas”, no <a href="https://hbr.org/2024/07/its-time-to-change-how-esg-is-measured">artigo “It’s time to Change How ESG Is Measured”</a>, publicado na prestigiosa Harvard Business Review, de autoria de Lauren Cohen, Umit G. Gurun e Quoc Nguyen, que impactam a comunicação.</p>
<p>Os autores entendem que as empresas descrevem metas ESG amplas e nebulosas em seus relatórios e que as classificações dos sistemas ESG podem estar caindo em uma espécie de “armadilha de medição”, distribuída por três vieses. No caso de a tese  vir a se confirmar, esse fato pode ter grande peso na comunicação organizacional voltada ao ESG.</p>
<p>No primeiro viés, citam que a avaliação é realizada a partir dos pontos mais fáceis de serem medidos. No fator ambiental, por exemplo, os Gases de Efeito Estufa medem a pontuação ambiental da empresa, concentrando-se nas emissões o Escopo 1. Segundo a GHG Protocol (Greenhouse Gas Control), essas são as emissões liberadas para atmosfera em decorrência das operações da empresa, caso de sua frota de veículos movidos a combustível fóssil.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://lbca.online/o-imperativo-da-inovacao-no-esg/" target="_blank" rel="noopener">O imperativo da inovação no ESG</a></strong></p>
<p>Contudo, não estariam levando em conta as emissões de Escopo 2, aquelas que são as indiretas, como uso da eletricidade, gases de refrigeração, uso da água etc. E também o Escopo 3, que consiste em identificar as emissões indiretas advindas da cadeia de abastecimento da empresa.</p>
<p>O segundo viés apontado no artigo é a simplificação de informações sobre as atividades verdes das empresas, que buscam acelerar sua transição para uma atividade com menos carbono. Isso deixaria de fora companhias de energia, produtoras de petróleo e gás, embora tenham alta produção de patentes verdes para captura de carbono.</p>
<p>O terceiro ponto seria a simplificação dos dados ESG multidimensionais em uma única métrica, deixando de revelar ações importantes. De acordo com os autores, para ser mais eficiente, deveria haver uma abordagem dupla, sendo que as empresas poderiam definir que elementos ligados ao ESG gostariam de priorizar em seus relatórios, sejam ambientais, sociais ou de governança, evitando uma infinidade de questões expostas superficialmente.</p>
<p>Esse novo foco atenderia determinados interesses dos stakeholders, ao permitir uma supervisão regulatória mais focada e eficaz. Citam como exemplo uma empresa de tecnologia que pode priorizar a governança e privacidade de dados; enquanto outra empresa de energia, poderia focar mais em tecnologias de captura de carbono. “A comunicação transparente desses aspectos escolhidos proporcionaria aos investidores, às partes interessadas e ao público uma compreensão das prioridades de uma empresa relacionadas a questões ambientais, sociais e de governança”, afirmam os autores.</p>
<p>Se a comunicação corporativa do ESG pode demonstrar o comprometimento da empresa, também  pode empregar  ressalvas preventivas em conteúdos informativos. São caminhos eficazes para resguardar a companhia de possíveis contendas e processos. Um exemplo simples está expresso na <a href="https://privatebank.barclays.com/insights/2024/november/outlook-2025/material-e-s-and-g-factors-in-2025/">publicação sobre projeções e tendências dos pilares ESG para 2025</a> do Barclays Private Bank, que adota uma série de medidas cautelares. Vale ressaltar que entidades ambientais e parte da mídia do Reino Unido acusam o Barclays de <em>greenwashing</em>, ao prover financiamento sustentável para empresas de petróleo e gás, fato que a instituição financeira refuta.</p>
<p>Ao final dessa publicação, o Barclays inseriu um tópico sobre “Isenção de responsabilidade”, no qual comunica que “Todas as opiniões e estimativas são fornecidas na data dos materiais e estão sujeitas a alterações. O Barclays não é obrigado a informar os destinatários destes materiais sobre qualquer alteração em tais opiniões ou estimativas”. Também cita que a publicação não é oferta ou convite para aquisição de produto e serviço e que o conteúdo não foi revisado ou aprovado por autoridade reguladora.</p>
<p>Geralmente, nas divulgações corporativas sobre tendências, é muito comum incluir dados de pesquisas e estudos de terceiros para ratificar um ponto de vista e, mesmo nessa situação, a ressalva tem seu papel. O Barclays, por exemplo, enfatizou que, embora as fontes citadas tenham credibilidade e sejam confiáveis, não é possível garantir a precisão das informações, sendo que “elas podem estar incompletas ou condensadas”.</p>
<p>Outra medida bastante comum  utilizada na comunicação, principalmente, em publicações jornalísticas de todo mundo, são as ressalvas de que as opiniões contidas em artigos de terceiros não expressam necessariamente a opinião do veículo jornalístico.  Na verdade, ao publicar um texto polêmico, o veículo de mídia demonstra seu viés plural, abrindo espaço para quem concorda ou discorda de sua linha editorial, atraindo assim mais leitores e engajamento.</p>
<p>A presença da comunicação corporativa ESG ganhou um peso significativo nas organizações e no interesse de diferentes públicos (stakeholders) com os quais a empresa interage. Quem fala e quem se comunica fica mais exposto; quem assume o silêncio opta por menor participação e reduz a confiança das partes envolvidas. Mas, com uma comunicação ativa, a empresa estará preparada para contornar possíveis riscos que permeiam suas práticas, sendo transparente e responsiva em relação à sua jornada da sustentabilidade e da consolidação dos pilares ESG e dos respectivos impactos globais.</p>
<hr />
<p class="sc-kAkpmW QkiZI"><strong>Ricardo Freitas Silveira</strong> &#8211; Sócio da Lee, Brock, Camargo Advogados, doutor em Direito Constitucional pelo IDP, mestre em Direito, Justiça e Desenvolvimento pelo IDP e especialista em Negócios Sustentáveis pela Cambridge University</p>
<p class="sc-kAkpmW QkiZI"><strong>Patricia Blumberg</strong> &#8211; Diretora de ESG da Lee, Brock, Camargo Advogados e Master em Digital Communication pela Westminster Kingsway College London</p>
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		<title>O imperativo da inovação no ESG</title>
		<link>https://lbca.online/o-imperativo-da-inovacao-no-esg/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ariene Alves Leite Pereira Moreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jul 2024 13:14:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Agenda ESG]]></category>
		<category><![CDATA[ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Social]]></category>
		<category><![CDATA[stakeholders]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A inovação tornou-se uma questão ainda mais decisiva para a sobrevivência das corporações. Além disso, usar os requisitos ESG para impulsionar um programa de inovação dentro das empresas vem sendo uma tendência. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com tantas transformações no ambiente de negócios, a inovação tornou-se uma questão ainda mais decisiva para a sobrevivência das corporações. Ninguém questiona a importância da inovação para criar valor e melhorar a competitividade das organizações. Neste cenário, os pilares <a href="https://www.jota.info/tudo-sobre/esg" target="_blank" rel="noopener">ESG</a> (boas práticas ambientais, sociais e de governança) ajudam a fomentar esta regra basilar e a percepção de que é necessário mudar.</p>
<p>Por que a inovação está tão ligada ao ESG? Há uma linha do tempo para explicar essa evolução. A visão econômica do conceito de inovação começou a ser aplicada a partir da década de 1930 e teve no filósofo Joseph Schumpeter seu grande teórico. Para Schumpeter, não há avanço e vantagem competitiva sem inovação, tornando-se crucial para todas as economias, especialmente para as emergentes, como o Brasil. Schumpeter traçou um liame de separação entre invenção e inovação, sendo que somente a última está vinculada ao desenvolvimento econômico, podendo ser aplicada em produtos, processos, serviços, avanços tecnológicos etc.</p>
<p>Inovação implica em criatividade, mudanças e disrupções. É estar aberto a uma nova cultura organizacional e às tendências de mercado. Enfim, tem a ver com a dinâmica do ESG. Ao melhorar um produto, as organizações atendem às demandas de seus públicos e reduzem o impacto negativo de seus processos; melhorando a qualidade dos seus produtos. Para Schumpeter, a inovação embute um processo dinâmico de “destruição criadora”.</p>
<p>Isso é quase a “tradução” das atividades e esforços ESG e acontece, por exemplo, quando um dos dez maiores players do mercado mundial de cosméticos e artigos de higiene pessoal  troca 25% das embalagens de seus produtos pelo “plástico oceânico”, ou seja, lixo plástico que polui os mares. Ou da fabricante de notebooks  e cartuchos de impressora que nos últimos oito anos usou em seus produtos o equivalente a 85 milhões de garrafas plásticas, também retiradas das águas dos oceanos. Vale lembrar que o Brasil é o quatro maior gerador de lixo plástico do mundo. Quase tudo que se adquire no mercado brasileiro vem dentro de uma “sacola plástica” e contribui para uma produção mundial de 500 bilhões de itens plásticos descartáveis por ano.</p>
<p>A mensuração de riscos e redução dos impactos negativos sobre questões ambientais, sociais e de governança em um negócio e as práticas que deverão ser adotadas para avançar na materialidade desses três pilares resultam nas inovações que podem ser introduzidas em uma organização. Nessa “destruição criadora”, onde novas soluções sucederão as que estão em curso, os stakeholders (clientes, investidores, funcionários, parceiros negociais, agências reguladoras etc.) podem assumir papeis fundamentais, sugerindo diferentes perspectivas e caminhos para onde seguir.</p>
<p>A inovação na aplicação dos fatores ESG também é importante em uma economia, na qual os padrões de benchmarks ainda são considerados incipientes para uma comparação entre uma empresa com outras de seu setor que apresentem melhores práticas. Dessa forma, fica difícil aprimorar operações, mensurar os pontos fortes, fracos e oportunidades (PFOA), visando um crescimento contínuo. Na esfera do ESG, a comparação de processos e práticas entre empresas semelhantes ainda não apresenta a devida musculatura, por isso a inovação ou a “destruição criadora” ganha ainda mais importância.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://lbca.online/primeiro-passo-para-um-regulamento-esg-global/" target="_blank" rel="noopener">Primeiro passo para um regulamento ESG global</a></strong></p>
<p>Usar os requisitos ESG para impulsionar um programa de inovação dentro das empresas vem sendo uma tendência. Os pesquisadores Scott A. Snyder e Sanjay Macwan, da Wharton School da Universidade da Pensilvânia, propuserem no <a href="https://knowledge.wharton.upenn.edu/article/the-missing-link-between-esg-and-corporate-innovation/" target="_blank" rel="noopener">artigo “The Missing Link Between ESG and Corporate Innovation”</a>, publicado no ano passado, um processo de inovação para o ESG baseado em quatro eixos:</p>
<ul>
<li>i) Exploração, envolvendo o trabalho com propostas inovadoras de dentro e fora da organização para atingir melhorias radicais;</li>
<li>ii) Avanço para avaliar oportunidades por meio de pessoas (comunidades), lucro (retorno financeiro) e benefícios para o planeta;</li>
<li>iii) Conexão à medida que as inovações ESG trabalham de forma interveniente em ecossistemas/cadeia de valor, comunidades/partes interessadas, fornecedores/investidores;</li>
<li>iv) Lançamento, uma vez que os autores entendem que os empreendimento ESG implicam em alto grau de risco para atingir o impacto desejado e propõem a adoção de uma startup enxuta de teste.</li>
</ul>
<p>De acordo com o <a href="http://finep.gov.br/images/a-finep/biblioteca/manual_de_oslo.pdf" target="_blank" rel="noopener">Manual de Oslo</a>, publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e considerado a principal fonte internacional sobre padronização do conceito de inovação na indústria, propondo diretrizes para coleta e uso de dados sobre o fomento da inovação, um ponto fundamental é a transferência de conhecimento: “a visão da inovação em nível mais alto, ou sistêmica, enfatiza a importância da transferência e difusão de ideias, habilidades, conhecimentos, informações e sinais de vários tipos. Os canais e redes através dos quais essas informações circulam e estão inseridos em um contexto social, político e cultural”. Assim sendo, a difusão do conhecimento ESG dentro das organizações se torna fundamental para fomentar a capacidade inovadora e tem sua raiz nos stakeholders.</p>
<p>O compromisso envolvendo práticas sustentáveis traz em si o desafio de inovar. No fator ambiental do ESG, por exemplo, as metas para reduzir emissões de Gases de Efeito Estufa vão além das responsabilidades legais para evitar conflitos ambientais, cresce a busca por tecnologias de sequestro de carbono e emprego  de energia limpa – eólica, solar, de hidrogênio verde – além do descarte correto de resíduos – no caminho da transição segura para uma economia de baixo carbono. Tudo isso somado implica em inovação na busca de um design de negócio mais sustentável, que precisa ter competência de entrega.</p>
<p>As soluções inovadoras e adaptadas ao ESG para gerar impactos sociais positivos também passam pela ideação. Uma empresa que atua de forma aberta e holística, observa a devida diligência em direitos humanos, fomentada pelos Princípios Orientadores da ONU sobre Empresas. A Devida Diligência consiste em identificar riscos reais e potenciais sobre direitos humanos para seus trabalhadores e outras partes interessadas em suas operações e cadeias de abastecimento, estipulando ações mitigadoras e reparadoras, além de mudanças motivadas pela inovação. Nesse cenário, as empresas se tornam reconhecidamente mais confiáveis e terão  mais atores empenhados em desenvolver soluções inovadoras, consolidando metas sustentáveis e progressos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://lbca.online/aplicacoes-de-inteligencia-artificial-potencializam-o-esg/" target="_blank" rel="noopener">Aplicações de inteligência artificial potencializam o ESG</a></strong></p>
<p>O economista e visionário Peter Drucker foi assertivo ao afirmar que a “inovação sempre significa um risco”, por isso saber gerir com eficácia os riscos ESG (ambiental, social e de governança) é o que separa as corporações que atingem à sustentabilidade de outras, uma vez que o ESG é considerado uma estratégia de gestão de riscos interligados. Por exemplo, à medida que uma comunidade, onde a corporação está sediada, é afetada por alterações climáticas,  apresentará menor equidade social.</p>
<p>No fator da governança reside o fomento da visão estratégica de uma cultura ESG das empresas, centrada na inovação que impulsiona a estrutura da organização. O foco atuará como catalizador da transformação de uma gestão voltada à transparência, integridade ética, resiliência, adesão às regulamentações inovadoras, dar espaço para ajustes e  buscar incorporar métricas mais universais e comparáveis em seus Relatórios ESG; assim como estar comprometido com a prosperidade da empresa e das comunidades em um planeta, onde a fome vinha regredindo e voltou a crescer, seja pelo efeito Covid, estrangulamento das cadeias distributivas e concentração de renda.</p>
<p>E por que ampliar a capacidade de inovar no ESG? Um <a href="https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=4604032" target="_blank" rel="noopener">estudo</a> realizado por dois pesquisadores chineses (Yanqiong Li e Sihao Li) e publicado em abril deste ano, na International Review of Economics &amp; Finance, traz a resposta sobre ESG e inovação, um tema ainda pouco explorado na academia. O estudo abarcou um universo de pesquisa com mais de 30 mil empresas da China, com ações de 2009 a 2020, utilizando a complexidade da patente como métrica, e é bem contundente ao afirmar que uma empresa com melhor desempenho ESG terá melhor qualidade de inovação. Portanto, agregará valor às suas estratégias, práticas e crescimento, a curto, médio e longo prazos.</p>
<hr />
<p class="jota-article__byline"><strong>RICARDO FREITAS SILVEIRA</strong> – Sócio da Lee, Brock, Camargo Advogados, doutor em Direito Constitucional pelo IDP, mestre em Direito, Justiça e Desenvolvimento pelo IDP e especialista em Negócios Sustentáveis pela Cambridge University</p>
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		<title>Livro infantil adaptado ao braille é doado pela LBCA a estudantes cegos de organização filantrópica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ariene Alves Leite Pereira Moreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Apr 2024 13:50:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LBCA na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Agenda ESG]]></category>
		<category><![CDATA[ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[baixa visão]]></category>
		<category><![CDATA[braille]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[LBCA]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Brailler]]></category>
		<category><![CDATA[Social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A adaptação e doação foi feita pelo escritório LBCA e faz parte de sua estratégia ESG (ambiental, social e governança corporativa).</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quarenta e cinco exemplares do livro infantil “Um Alerta na Floresta” foram entregues nesta terça-feira (09) a estudantes cegos do Colégio Vicentino de Cegos Padre Chico, a mais antiga organização filantrópica para deficientes visuais do Estado de São Paulo, fundada no bairro do Ipiranga em 1928.</p>
<p>Para atender a todos os alunos do 4º ano da instituição de ensino, foram disponibilizadas três versões: os exemplares adaptados ao braille para estudantes cegos, os com as letras na versão ampliada (Corpo 24) para os jovens de baixa visão, e a versão original do livro, completa e sem adaptações, também foi distribuída aos alunos sem deficiências.</p>
<p>Perto de completar 100 anos, o Colégio Vicentino de Cegos Padre Chico faz atendimento gratuito aos jovens e, para sua sobrevivência e sustentabilidade financeira, depende de contribuições de empresas e doações de pessoas físicas.</p>
<p>A adaptação e doação foi feita pelo escritório de advocacia Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA) e faz parte de sua estratégia ESG (sigla em inglês para questões ambientais, sociais e de governança corporativa). A entrega foi feita nesta terça com a presença dos membros do Comitê de Diversidade e Inclusão da LBCA: Daniele Gobi de Azevedo, presidente do Comitê e sócia do escritório; Getlaine Alves, sócia e membro do Comitê; Simone de Almeida Costa Patara, advogada e membro; e Santamaria Silveira, jornalista e integrante do Comitê.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA MAIS: <a href="https://lbca.online/a-internet-das-coisas-e-a-sua-relacao-com-as-praticas-esg/" target="_blank" rel="noopener">A Internet das Coisas e a sua relação com as práticas ESG</a></strong></p>
<p>O livro, de autoria de Santamaria Silveira e ilustrado por Cecílio, faz parte de uma série de ecobooks do escritório que tem o objetivo de ensinar sobre sustentabilidade a jovens e crianças.“Um Alerta na Floresta” conta a história da Cutia, Paca e Boitatá, que vivenciaram uma grande aventura para vencer o fogo ilegal na floresta, o desmatamento e a perda da biodiversidade.</p>
<p>Para a autora, a intenção da publicação é sensibilizar as crianças e aguçar sua percepção de que o ser humano pode tirar recursos da natureza sem necessariamente destruí-la, e fala da importância de proteger e cuidar dos recursos naturais para sempre tê-los.</p>
<p>“O texto tenta fazer de forma lúdica a conexão entre o estudante e o meio ambiente e explicar que não estamos separados, mas dependemos um do outro.</p>
<p>As crianças já sabem qual é o caminho porque amam os animais, as florestas, os rios e os oceanos”, conta Silveira. Ela acrescenta que na história, os animais-personagens expõem empatia, união e defesa da sustentabilidade. O Colégio Vicentino de Cegos Padre Chico possui atualmente 10 salas de aulas, atendendo desde a educação infantil até o fundamental. Todas as atividades são adaptadas aos estudantes cegos, com baixa visão, sem deficiências ou ainda com outros comprometimentos de aprendizagem.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VEJA MAIS: <a href="https://lbca.online/lbca-ve-tendencia-de-crescimento-dos-servicos-juridicos-no-turismo/" target="_blank" rel="noopener">LBCA vê tendência de crescimento dos serviços jurídicos no turismo</a></strong></p>
<p>Luciana Ruiz, professora de Língua Portuguesa, conta que muitas famílias escolhem a escola porque seus filhos passam por histórias de insucesso escolar, passando de ano sem terem conhecido o Sistema Braille, por exemplo, fundamental para a alfabetização.</p>
<p>Nas salas, as crianças utilizam máquinas Perkins Brailler para produzirem o sistema de escrita. Também são oferecidas refeições (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde) e livros de forma gratuita. No período da tarde, há atividades extracurriculares, tais como balé, teclado, piano e Orientação e Mobilidade, nas quais os alunos aprendem a se locomover pela cidade e andar em transporte público de forma autônoma.</p>
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